
Por causa da influência do cinema de Hollywood, existe a ideia de que o fim do mundo será causado pelo choque de um meteorito contra o planeta Terra ou pela chegada de extraterrestres maléficos, cujo objectivo é destruir a raça humana. Contudo, a realidade é outra; longe da ficção científica, o ano de 2008 principia um novo momento na História da Humanidade; momento esse perturbador e perigoso cujo desfecho é uma total incógnita mas, por isso, muito interessante.
A soma da escalada do preço do petróleo com a subida em flecha do preço de bens alimentares só pode resultar numa mistura explosiva com detonação ainda não determinada. Os conflitos sociais a que começamos a assistir favorecem a probabilidade de guerras civis e ingerências entre nações com o único propósito de condicionar os preços ou até adquirir à força o bem mais precioso do mundo, a saber o petróleo. O mundo está em mudança. Esta é a nova página negra da História da Humanidade que se escreve em cada dia que o preço do barril de petróleo aumenta nas bolsas mundiais. O povo desespera e pede ajuda aos governos que supostamente existem para melhorar a vida dos seus concidadãos. No entanto, é preciso reconhecer que a resposta não pode ser dada unilateralmente. É preciso uma concertação mundial que impeça a tragédia que está por vir. Não há soluções fáceis mas esperar que as coisas se acalmem com a ilusão que esta situação seja passageira é o pior remédio. É preciso antecipar; mas como?
Por cá, alguns históricos da política, como Mário Soares, pedem ao governo português para ter um olhar mais atento aos novos fenómenos de pobreza e exclusão social resultantes da crise em que o país se encontra. O próprio Presidente da República também já deu indicações no mesmo sentido para que se faça alguma coisa para "evitar as crispações sociais". De facto, este assunto tornou-se o verdadeiro problema da Nação e da Europa. Chegou o momento de colocar as ideologias de um lado e as lutas partidárias noutro. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, já percebeu que sozinho nada pode fazer e lançou o repto aos outros países da União Europeia no sentido de rever as taxas sobre os combustíveis. Esta é concertação que falta concretizar. Esta é, contudo, uma medida de curto prazo para acalmar a raiva crescente das populações mas exige-se, claramente, outras medidas de fundo alargadas em diversas matérias e sectores de actividade a pensar nos próximos 50 anos. Tal como nos filmes, nestes momentos que antecedem o caos, aparece o herói que traz consigo a esperança e um desenlace feliz. Nos dias de hoje, bem precisamos de heróis, de visionários que possam salvar o mundo porém, não há meio de eles aparecerem...
Os protagonistas da Esquerda política esfreguem as mãos de satisfação, pois "já tinham avisado que a globalização e o neoliberalismo só podiam dar nisto". Juntam-se novamente para gritar em uníssono contra o governo, pedindo mais intervenção deste último para ajudar o povo e castigar os patrões, os verdadeiros culpados desta crise. Era bom que fosse assim tão simples. Depois de trinta anos de socialismo, a Esquerda deita culpas aos outros, os da Direita capitalista, pelo seu próprio falhanço. Demonizam o liberalismo como se de uma praga se tratasse: para eles, o Estado é que sabe gerir, liderar, distribuir igualitariamente a riqueza que o país produz. Qualquer tentativa de emancipação empresarial ou iniciativa privada só podem ser vistas como uma blasfémia. Não é por nada, mas no actual contexto de crise, o discurso ganha cada vez mais adeptos. Sim, camaradas, o comunismo está de volta!
Os países nórdicos, sempre referidos como modelos de boa governação social-democrata, partiram, no início, de uma base bastante liberal fruto da influência da religião protestante dominante. Presentemente, a intervenção social por parte do Estado permitiu extinguir quase por completo a pobreza e acabar com a exclusão. O liberalismo foi a resposta certa que se foi construído faseadamente durante o século XX e que acabou por tornar países como a Finlândia, a Dinamarca ou a Suécia nos mais ricos da União Europeia e cuja qualidade de vida é das mais altas do mundo.
Por cá, quer-se mais do mesmo: socialismo, mas desta vez já não do PS. O comunismo está de volta. Por mim, quando eles ganharem, estarei a rir-me dizendo: “não vos disse?” e, claro, pedirei asilo político a um dos países capitalistas que provocam tanto ódio aos vermelhos. Aliás, será tanto ódio ou tanta inveja?
Por outro lado, na Itália deixou de haver representantes comunistas no parlamento.
ResponderEliminarE por cá, será que a esquerda vai aumentar assim os votos? Com um CDS moribundo, e um PSD até há pouco, nauseabundo...
Quando pedires asilo acrescenta o meu nome.
Não acredito nesse regresso, o problema da direita é estar na dúvida entre a direita populista, dta/conservadora e dta/liberal.
ResponderEliminarEm Portugal só temos dois partidos à direita cds é uma sombra do psd e este uma sombra da direita europeia.
Mais um nome para o pedido de asilo.