O PSD/A pode orgulhar-se de ser um partido aberto à sociedade.
Ainda Berta Cabral não anunciara a sua demissão, não só a imprensa avançava a notícia como já havia candidatos ao seu lugar.
Não me aquece nem arrefece o facto de isto acontecer, pois o resultado foi demasiado penalizador para sequer equacionar a sua continuidade na presidência do partido, por isso, o palpite da comunicação social era previsível.
Assim como a apresentação de nomes à liderança, alguns (Duarte Freitas) mais óbvios do que outros. O discutir na praça pública o currículo e o carácter de cada um dos putativos candidatos parece-me normal numa democracia saudável e estável. Prefiro este sistema do que a nomeação e a posterior ratificação em congresso.
O que me choca é o PSD voltar outra vez à estaca zero: falta de líder, falta de ideias e falta de estratégia. Adivinha-se um congresso murcho que nos remete para 16 anos de oposição sentindo que o problema é talvez mais complexo do que uma mera mudança de presidente.
Pegar agora no partido não é um desafio; é um fardo e um jogo de paciência; uma paciência que pode durar 16 anos.
No entretanto, o partido vai perdendo experiência política, pois governar é muito diferente de que ser-se deputado. As poucas câmaras municipais laranjas, onde de facto se exerce um cargo executivo, vão desaparecendo aos poucos. As próximas autárquicas serão reveladoras de como os açorianos encaram o PSD/A.
Não estou otimista.
Já agora, se as autárquicas correrem mal, haverá outra vez mudança de líder?
Já agora, se as autárquicas correrem mal, haverá outra vez mudança de líder?
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