Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, maio 23, 2010

Paraíso Perdido T2C29



Os especialistas e os videntes

Se há coisa que irrita os governantes são aqueles que se armam em treinadores de bancada na política, dando palpites sobre assuntos dos quais não têm especialidade nenhuma, e os outros que acertam antes do tempo, que são também apelidados de pessimistas ou velhos do Restelo.
Até compreendo que os governantes detestem ver as suas decisões postas em causa por pessoas que supostamente nada percebem do assunto e que acabam por atrasar o processo de modernidade do país. Basta recordar a polémica sobre o novo aeroporto de Lisboa, as inúmeras ligações de TGV entre Portugal e Europa, as SCUT ou a construção de um cais de cruzeiros em Angra.
Até compreendo que os governantes odeiem ouvir aquelas pessoas que apresentam números e indicadores de desenvolvimento do país sempre negativos ou que alertam para que o Estado não gaste mais do que tem. Como temos visto nos últimos anos, a estratégia política passou por apresentar aos portugueses estatísticas positivas e galvanizadoras nem que essas deturpassem a verdadeira realidade que estava para vir. Espírito positivo era o lema. A realidade acabou por chegar dando-nos uma bofetada como já não dava há décadas. Os profetas da desgraça acertaram: parabéns!




Sei que, perante as dificuldades que o país enfrenta, a Democracia não dá jeito nenhum. Era mais fácil se a Democracia se resumisse a umas meras eleições como alega o Primeiro-ministro, José Sócrates, que acusa o PCP de desrespeitar os resultados das eleições ao apresentar uma Moção de Censura.



Porém, o mundo não é assim. Para além das eleições, a Democracia também dá instrumentos políticos aos partidos da oposição para escrutinar o que o governo faz.



Tal como diz José Sócrates, não há dúvidas de que o mundo mudou. Mas não mudou há duas semanas. Foi desde que o PS perdeu a maioria absoluta que o mundo em Portugal mudou.




Ninguém percebe de educação

Concordo com a Secretária Regional da Educação, Lina Mendes: os deputados nada percebem de educação. Mas vou ainda mais longe: nem a Secretaria da Educação nem o Governo Regional percebem de educação.

Já todos concluíram que com as políticas educativas que o país segue não se vai a lado nenhum a não ser na democratização da ignorância e da mediocridade. Este flagelo alastrou-se por todo o país e chegou aos Açores, porque a Região não soube aproveitar a autonomia que a República lhe confere para evitar os erros do continente.


Para dar um exemplo das oportunidades que se perdem nas reformas educativas nos Açores basta citar os exames de final de cada ciclo que são diferentes dos do continente. Nunca percebi essa discrepância. O que terá levado a Secretaria a querer fazer diferente do que no continente? Já agora: quais são os exames mais difíceis? Os do continente ou as nossas PASE? Acredito que se os Exames Nacionais não contassem para a entrada na universidade, lá teríamos aqui uma versão regional dos exames de 12º. No entretanto, enquanto os nossos alunos fogem das Secundárias rumo às escolas profissionais, os políticos discutem um assunto tão crucial como o Currículo Regional.


Acham mesmo que o Currículo Regional vai tornar os alunos açorianos mais inteligentes? Aliás, nem se deve dizer isso. A palavra “inteligente” foi banida da escola, não vão as nossas criancinhas ficar traumatizadas. Podia dizer “obter melhores resultados” mas essa expressão soa-me a batota.

Quanto mais tempo ando na escola, menos percebo do assunto.

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