Acerca da execução de Saddam Hussein

Não há dúvidas de que quando Saddam Hussein foi apanhado pelas forças dos Estados Unidos em 2003 o seu destino seria a pena de morte depois do julgamento.
Muitos alviltraram para que o julgamento fosse em território iraquiano, com juízes iraquianos, segundo as leis que vigoram naquele país. Desejo realizado, porém, todo o procedimento como a pena comutada são agora questionados. Em breve, teremos outro revisionistas históricos que mostrarão que afinal Saddam foi um bom presidente.
Sobre a execução e algum medievalismo. A mim, não me espanta. Presentemente, o conflito no Iraque é desencadeado por facções religiosas e algumas tribais. Praticamente todos os dias, há condenados a serem enforcados sem falar nos inúmeros atentados sem piedade que se registam todos os dias um pouco por todo o lado. Tornou-se um hábito que agora faz parte da matriz cultural daquele país.
Aos olhos do Ocidente, é altamente condenável e, com alguma má fé, pode ser encarado como mais um desaire dos Estados Unidos (o que serve para algumas facções tribais da Esquerda da Europa).
O Médio Oriente encontra-se na sua fase "medieval". A liberdade, a democracia, a justiça são termos que existem mas não são ainda praticados. Todo a região vai aos poucos ser redefinida geograficamente, provavelmente constituindo novas fronteiras e novos territórios. A prioridade incide sobre esta redefinição, daí a paz estar muito longe de ser concretizada. O continente africano é, actualmente, bem mais pacífico com a divisão territorial conflituosa muito menos evidente.
O Iraque é o país precursor da nova reforma geográfica e civilizacional.
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