Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, junho 06, 2010

Paraíso Perdido


Tirar aos ricos, aos pobres…

Há uns meses atrás, Manuela Ferreira Leite, ainda era Presidente do PSD, tivera uma tirada que indignara toda a Esquerda. Dizia ela, com cinismo, que perante os problemas que o país enfrentava – e que como se sabe pioraram - mais valia suspender a Democracia em Portugal por seis meses.


O ainda Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a propósito da polémica sobre a constitucionalidade ou não da retroactividade dos impostos defendeu que esta é “um princípio protegido na Constituição mas não é um princípio absoluto que se sobreponha ao bem público e ao carácter imprescindível e de emergência". De forma mais pomposa, defende a mesma a coisa que Ferreira Leite. A única diferença é que a senhora ironizava e o ainda ministro acredita desesperadamente no que disse.


Mal de mim juntar-me ao coro da extrema-esquerda. O que se passa é que os sinais são por de mais evidentes: a nossa Constituição não serve os interesses do país nesta conjuntura social, económica e política do século XXI. É preciso mudar a Constituição. E, pelas declarações proferidas pelos políticos empenhados em mudar alguma coisa em Portugal, parece que essa medida torna-se urgente.


Para resolver a crise financeira e económica que atravessamos é necessário recorrer a todas as medidas apresentadas por todos os partidos. Concordo que se deva poupar os socialmente mais desfavorecidos deste esforço nacional; concordo que seja preciso taxar mais os produtos de luxo e os mais altos rendimentos; concordo que seja preciso incentivar à poupança e à contenção da despesa pública; concordo que todos, proporcionalmente às suas possibilidades, devam ajudar a resolver a insolvência do país. Na verdade, todos os partidos têm um contributo positivo nesta matéria. Concordo com tudo, mas considero que estas medidas devam ser temporárias devidamente planeadas e explicadas aos portugueses.


Porque estas medidas só resolvem o problema no seu curto prazo. A sustentabilidade do país exige reformas que só a Direita pode fazer. O que actualmente se vislumbra é um querer poupar a todo o custo e as implicações futuras poderão ser dramáticas para viabilidade da nossa Nação. Os mais recentes anúncios feitos pela Ministra da Educação são exemplos do que poderá advir se deixarmos este governo continuar em funções por mais tempo.


…e às crianças

Dantes, eu não tinha dúvidas que qualquer responsável no Ministério da Educação cumpria as suas funções de boa-fé, com intenções genuínas de quem quer melhorar o sistema educativo. Dantes, compreendia que a ideologia política podia interferir com a tomada das medidas certas para melhorar o nosso sistema de ensino. Havia um problema político que era passível de ser resolvido com outros governantes. Faltava só encontrar os políticos certos para reformar com sucesso a Educação em Portugal


Mas os anos passam e tudo piora. Não há medida legislativa que pouco depois de ser implementada não seja comprovada como inútil ou perniciosa. Não há reforma que os sindicatos dos professores não ponham em tribunal e cuja sentença lhes seja favorável. Dantes, eu não duvidava do Ministério da Educação. Agora, acho que existe mesmo uma conspiração dentro do Ministério para dar cabo das nossas escolas e dos seus intervenientes.


A ainda Ministra disse que era preciso fechar 500 escolas. Não disse quais nem onde. Veio com a conversa do costume da pedagogia sustentada por estatísticas manhosas que defendem que as escolas com poucos alunos têm mais taxas de insucesso que as grandes. À primeira, e com os devidos argumentos, parece sempre positivo. Mas não. Não é positivo. No dia seguinte, já dizia que o enceramento não seria feito de forma cega e que as câmaras municipais seriam ouvidas. Pergunta: então, como é que se chega ao número de 500 escolas por encerrar se ainda falta contabilizar as escolas que podem encerrar sem prejuízo dos alunos, dos professores e funcionários? Já agora: por que não encerrar todos os municípios e concelhos do interior do país?


Disse também a ainda Ministra que os alunos podem fazer uns exames no 8º ano e ficam com o terceiro ciclo completo, podendo aceder directamente ao 10º ano. Mas que porcaria é essa? Preciso de explicar por que razão é um absurdo e um embuste aos alunos?





Confissão

Muitos me criticam o tom severo com que tenho escrito nos últimos tempos. Mas eu pergunto: não vêem o que se está a passar? Vocês não vêem que, no ano em que se festeja o centenário da República, a nossa República está a definhar? Não vêem que Portugal deixou de ser soberano e quem manda verdadeiramente é a União Europeia, o FMI (de quem temos um medo medonho) e as agências de rating?


A culpa é minha? A culpa é sua? Ou a culpa é de quem manda neste país?

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