Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, setembro 20, 2009

Paraíso Perdido T2C04




Votamos no Bloco de Esquerda?

Ao avaliar os candidatos políticos e respectivos partidos, a tendência tem sido de referir o seu passado para demonstrar os respectivos defeitos ou incongruências, reforçando assim a posição daqueles que tem o seu voto definido.

Nesta pesquisa de arquivos políticos, é fácil encontrar situações de má gestão dos dinheiros públicos - conscientes ou não – ou erros estratégicos nas reformas delineadas na maior parte dos políticos que são actualmente candidatos às próximas eleições. Isso para não enunciar alguns casos do foro pessoal que causam suspeição nos eleitores. O escrutínio feito pelas oposições, pelos médias e pela opinião pública ao desempenho de quem governa é mais fácil do que quando se avalia um funcionário público ou trabalhador do sector privado. É verdade que não faltam casos de abusos de poder e corrupção que estão a ser devidamente investigados pelas autoridades. É verdade que um responsável político prejudica muito mais a nação quando lesa o Estado do que um simples trabalhador comum. Mas ao irmos constantemente buscar os erros do passado para denegrir determinado candidato ou partido, também cometemos um erro.

Os dois partidos de poder, a saber PS e PSD, têm um passado quer em governos, quer em autarquias que comporta aspectos bons, mas também maus. Se esta afirmação é óbvia, não se compreende então por que razão se perde tanto tempo a discutir decisões do passado. Dito isto, será que os únicos políticos que têm autoridade política para falar são aqueles que nunca desempenharam cargos públicos? Será que só devemos acreditar nos chamados “políticos virgens”?

Deste modo, para ser o mais coerente possível, votar-se-ia no Bloco de Esquerda, por exemplo, pois é um partido que tem feito uma boa oposição e como nunca esteve no poder, merece, provavelmente, um voto de confiança. Por um lado, até gostava de ver como seria, não só por mera curiosidade como também para ver o lado mais obscuro, contraditório e até podre que os seus responsáveis possuem. Por mais que se queira encontrar pessoas diferentes na política, acabamos por ver vários lados de uma mesma postura política e pessoal perante a sociedade. De todos os modos, na política, não são só as pessoas que se candidatam. Na base de um partido está a sua ideologia. Aqui reside a grande diferença.

Para aqueles que simpatizam ou são filiados num determinado partido, não há dúvidas de que custa aceitar certos candidatos que, pelo seu carácter ou pelo seu passado, diminuem a força e a autoridade da força política na qual acreditam. Por isso, ou se aceita o partido e os seus responsáveis democraticamente eleitos como são ou então mais vale mudar porque não dá para viver com a consciência pesada, tentando omitir o que já foi feito, seja de bom ou mau.




O sistema funciona

O povo costuma dizer que devia haver eleições todos os anos, tendo em conta o número de obras que estão a decorrer neste período de campanha eleitoral. Este cinismo popular devia envergonhar qualquer pessoa com responsabilidades políticas, sejam elas a nível local ou nacional.

É indecoroso ver os políticos a darem, nesta altura, subsídios a associações sociais, desportivas ou culturais; a cederem terrenos às juntas de freguesia; a limparem as estradas; a renovar as vias de trânsito; a pôr mais canteiros de flores nas artérias principais das cidades e assim por diante. Há décadas que este sistema de “compra” de votos existe e instituiu-se de tal forma na sociedade portuguesa que já ninguém leva a mal, nem acha isso escandaloso.

Consoante encontrou-se uma forma de limitar o número de mandatos ou para que haja mais mulheres na vida política, também se devia criar maneira de limitar as inaugurações em períodos próximos de eleições ou então de proibir a atribuição de subsídios ou bens a entidades de interesse público na dita altura.





Tornar o mundo pequeno

Não é só com subsídios ou salários altos que se combate a insularidade e a desertificação das ilhas mais pequenas. Permitir que a qualidade de vida seja melhor do que nos principais centros urbanos deve ser a prioridade de um governo regional.

Por isso, é com contentamento que vejo o governo a possibilitar que os açorianos da Graciosa e de São Jorge tenham Internet gratuita em rede wireless. É preciso aproximar o mundo dos ilhéus e nada melhor do que usar as novas tecnologias para atenuar a sensação de isolamento. Obviamente, este processo deve ser alargado às demais Ilhas da Coesão, abrindo a hipótese de a televisão também ser fornecida gratuitamente.

Qualquer governante regional deve ter sempre em mente que viver em ilhas não deve ter custos mas sim benefícios.

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