Angrarock, o fim?
Há algum tempo a esta parte que defendo que as maiores efemérides culturais promovidas pela Câmara de Angra devam ser repensadas.
Desde as Sanjoaninas até ao Angrarock, percebia-se que os formatos até então seguidos se tinham esgotado e, pior ainda, no primeiro caso, o endividamento tornara-se incomportável.
Não me parece que o Angrarock acabe de vez (o formato actual, sim, deve ser extinto). Também não me parece que a cobrança de entradas seja a maior novidade a destacar. Sem qualidade, não há interesse. Acho que deviam ter cancelado tudo - refiro-me ao concurso de bandas, que considero ser o momento mais importante do evento – para recomeçar tudo de novo.
O concurso tem de ser consequente, isto é não se pode ficar só pelo Angrarock: deveria criar condições para que a banda vencedora e a 2ª classificada, por exemplo, pudessem exibir a sua performance para fora de Angra (freguesias, concelho da Praia e até noutras ilhas).
A componente formativa deveria ser privilegiada com workshops de guitarra, baixo, bateria, entre outros, realizadas por artistas nacionais e internacionais de reconhecida qualidade musical.
Mas o que faz falta às bandas são condições físicas e técnicas para ensaiar. Por isso, seria recomendável que a edilidade proporcionasse este tipo de infra-estruturas em colaboração com a DRJ e até a União Europeia. Muitos dirão que a Academia de Juventude irá suprimir essa lacuna. Eu acho que ela não irá dar resposta a tudo.
É verdade que toda esta ideia envolve gastos muito superiores ao formato actual. Mas, com esta inovação, a Câmara de Angra dá um passo em frente na valorização e no aproveitamento do potencial da sua juventude. É importante salientar que concursos de bandas existem em todo o lado, inclusive organizado por associações juvenis e até freguesias.
Na minha proposta, acho que reside a diferença que pode elevar os padrões de qualidade e distinguir o Angrarock dos demais concursos.
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