Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, julho 07, 2013

Sanjoaninas vs. Festas da Praia




            Todos nós sabemos que a concorrência traz benefícios ao cliente. Desde a qualidade ao preço do produto, quem vende vê-se obrigado a ter todos esses fatores em conta para ter sucesso nos negócios. Mas há outro fator. A concorrência obriga a pensar constantemente sobre o produto, a ter a sensibilidade de perceber o que cliente deseja e precisa para se sentir satisfeito. Chama-se a isso aperfeiçoamento. E é isso que as Sanjoaninas têm feito nos últimos anos.

            Quando a equipa de Roberto Monteiro entrou ao serviço, já as Sanjoaninas se encontravam em declínio. Muito se discutia na imprensa e pelos cafés de Angra sobre essa triste situação. O formato das maiores festas da ilha esgotara-se. As pessoas estavam fartas, por causa de uma rotina que fora instituída e de um certo amadorismo que pairava na respetiva organização. Acumulavam-se dívidas a fornecedores e prestadores de serviços, não obstante o aumento do seu orçamento - um paradoxo que punha em riscos a sua continuidade. As coisas não estavam bem. Felizmente, a essência das festas - as marchas populares e a tauromaquia – nunca perdera o seu brilho. O que povo fazia, fazia-o bem. O resto é que mancava. 

            No entretanto, a jovem equipa da Cooperativa Praia Cultural apresentava um programa de festas ambicioso e original para o mês de Agosto. Aproveitando o melhor das Sanjoaninas, distinguiu-se pela novidade dos restaurantes (qualidade e diversidade gastronómica) e pelos concertos pagos (com uma aposta clara em DJ’s conceituados e num artista norte-americano de forma a atrair os militares da Base) – sempre com a tónica na qualidade dos recintos. Claro que os aspetos geográficos e topográficos jogam a favor das Festas da Praia, pois, para além da beleza do espaço circundante (praia e marginal), o recinto dos espetáculos é perto dos restaurantes, e todo o espaço é plano. 

            Não menos importante o plano financeiro onde houve sempre o cuidado de tornar as Festas da Praia autossustentáveis, com uma progressiva redução da participação financeira por parte da Câmara. 

            Com o tempo, a Câmara de Angra e as Comissões de Festas das Sanjoaninas, por pressão política e dos próprios angrenses, foram alterando o seu formato, inspirando-se, em parte, nas Festas da Praia, e melhorando os eventos tidos como positivos.

Chegados a 2013, o balanço vai sendo feito. É verdade que os angrenses são muito exigentes, mas a evolução tem sido significativa. E para melhor. No entanto, a perfeição não um estado; é um caminho. 

            O calcanhar de Aquiles das Sanjoaninas é o Bailão, local dos espetáculos musicais. Há anos que defendo que não é viável. As queixas da vizinhança mantêm-se e, por causa disso, é dever da autarquia encontrar um outro local. Aliás, o palco permanente do Bailão tem de desaparecer de vez. 

            Numa entrevista muito interessante, o Presidente da Comissão das Festas deste ano apontou vários caminhos que devem ser considerados pela futura Comissão. Mas há outras personalidades da terra quem têm dado sugestões pertinentes a esse respeito.

            Em suma, a Terceira não só tem as melhores festas dos Açores, como as mais democráticas. Tanto o povo participa ativamente nelas, como contribui para as melhorar a cada ano que passa.

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