Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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Localização: Praia da Vitória, Terceira, Portugal

domingo, novembro 01, 2009

Paraíso Perdido T2C10



Já agora, queremos um casino

Com o Natal a aproximar-se, visto que os terceirenses foram sempre bondosos para com os socialistas, elegendo mais deputados socialistas e decidindo manter as duas câmaras socialistas, parece-me que chegou a hora de premiar este nobre povo de maneira a que nenhuma das facções, a saber angrenses e praienses, fiquem prejudicados nas decisões do governo regional quanto à construção de obras estruturantes.
Um cais de cruzeiros em Angra? Se o Presidente decidiu, está decidido. Afinal, os terceirenses deram-lhe a sua confiança total. E a Praia? Pensando um pouco sobre os desígnios da Praia da Vitória, com as suas praias, a sua nova marginal, a sua vocação para os desportos marítimos e divertimentos balneares, a possibilidade de construir um hotel casino acaba por fazer todo o sentido. Com a presença dos americanos, cujo poder económico é superior ao português, reforça-se a ideia de que um casino seria uma obra rentável para a ilha.

Muitos acusar-me-ão de querer transformar esta ilha na terra do pecado, pois já bastam as casas de alterne escondidas que apoquentam as nossas humildes famílias. Então, dou outra sugestão: já que o bispado ainda se encontra estacionado em Angra, seria de todo pertinente trazer o senhor do Santo Cristo dos Milagres de Ponta Delgada para Angra e realizar uma procissão na Rua da Sé para nos redimir de todas as nossas tentações, sobretudo aquelas que pretendem dar cabo da ilha Terceira.

Mas há uma coisa que não pode ser negociada. As touradas à corda na Ribeira Grande são uma autêntica heresia. Compreendo que os granadeiros da Terceira queiram ganhar dinheiro à pala dos micaelenses, mas cada macaco no seu galho, por favor.




Portugueses, espécie em vias de extinção

O envelhecimento da população portuguesa não tem sido encarado pelos governantes como algo de verdadeiramente preocupante e diria até vital para o futuro do país. Este problema atinge em geral os países mais industrializados da Europa, mas, por causa da sua dimensão geográfica e populacional já de si reduzida, Portugal pode mesmo vir a desaparecer.

Infelizmente, não são com pequenas esmolas, como um aumento irrisório do abono de família, que um governo se pode gabar das suas políticas para a família. O diagnóstico quanto às razões pelas quais existe um decréscimo abrupto de nascimentos é bem claro: o estilo de vida dos portugueses não se coaduna com a possibilidade de criar família. Os jovens casais concebem mais tarde porque dão primazia à sua educação e à sua carreira profissional. Em Portugal, a novidade prende-se com o facto de haver milhares de jovens (grande parte com altas habilitações académicas) a emigrar novamente para países mais ricos porque o país não tem lugar para eles. Isto é, não só não há nascimentos suficientes como os jovens “fogem” do país. E não me digam que a imigração pode ajudar a aumentar a população de Portugal porque então sejamos claros: escolhemos um país pobre de qualquer continente e enviemos para lá barcos e aviões para os trazer para cá.

A preocupação dos governantes não recai na essência do problema, mas numa das suas consequências, a saber: o pagamento das reformas. De um político exige-se uma visão mais ampla e de longo prazo. Porém, como a maior parte só vive em função de próximas eleições, o país acaba por perder todas as oportunidades de se salvar.

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