Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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segunda-feira, outubro 12, 2009

Paraíso Perdido T02C07





O poder absoluto do PS

A derrota do PSD Açores é histórica. Os dados são inequívocos. O PSD de Berta Cabral terá de analisar com atenção o que se passou em cada uma das ilhas para entender como as vitórias do PS se sucedem e se ampliam não só no poder regional como agora no poder local. O partido laranja terá, provavelmente, de rever a sua forma de fazer oposição.

Na Praia da Vitória, o resultado era bastante previsível; só faltava saber por quanto ganhava o PS de Roberto Monteiro. Em Angra, a vitória significativa do PS causou alguma surpresa pela sua diferença acentuada relativamente ao PSD. Se a vitória é de Andreia Cardoso, o mérito deve ser atribuído a Carlos César que soube astuciosamente trocar as voltas ao eleitorado angrense e ao próprio PS local quando as coisas estavam mal paradas há um ano atrás. Tal como escrevi, o PS não merecia mas os angrenses assim o quiseram. Como sou mau perdedor, continuo na minha e acho que os eleitores escolheram mal.

A política desperta sempre interesse porque não se pode dar por adquirido certas verdades e a derrota estrondosa de Rui Melo em Vila Franca do Campo é prova cabal disso mesmo. Aqueles que acham que Berta Cabral irá suceder a Carlos César na presidência do governo regional têm quatro anos para trabalhar duramente para que isso aconteça, pois as coisas já não parecem tão óbvias. O poder do PS fortifica-se porque a promiscuidade entre câmaras e governo é cada vez mais notória. E contra isso pouco se pode fazer: o que as pessoas gostam de ver é obra feita. Terá o PS descoberto a receita milagrosa para o sucesso? Os próximos quatro anos servirão par confirmar se essa fórmula funciona.




Um Obama em cada esquina

Numa altura em que se viveu intensamente as campanhas eleitorais para as eleições autárquicas, tivemos oportunidade de ver todo o tipo de candidatos às juntas de freguesias. Não se podia esperar que todos os candidatos fossem detentores de altos níveis de instrução, nem que fossem exímios nas artes da propaganda e no contacto com a comunicação social.

Contagiados pelo sucesso do programa dos Gatos Fedorentos, os jornais televisivos apresentaram rubricas engraçadas sobre candidatos bastante caricatos. Não discursam como Obama; muitos deles têm idade bastante avançada, o que não é favorável em termos de telegenia; falam de assuntos tão mundanos como a melhoria de uma pequena estrada, da limpeza de um cemitério como se fossem os assuntos mais importantes do país.

Alguns telespectadores desesperam por ver gente tão “atrasada” aparecendo na televisão, outros sentem vergonha por ver a sua terra tão mal representada, mas a maior parte das pessoas regozija-se e até se ri com afecto porque sabe que nas eleições autárquicas o mais importante é a obra e não os discursos que muitas vezes não passam disso mesmo: intenções inconsequentes. A maior parte das pessoas reconhece a riqueza da Democracia nas eleições autárquicas pelo facto de todos, independentemente da sua origem social, estatuto económico ou nível de instrução, poderem contribuir para o progresso do mundo, a partir da sua freguesia.





O Nobel da Guerra

Já que se fala no presidente americano. Há um ano atrás, Barack Obama era o homem mais consensual da política. Depois de tantos anos de desilusão, aparecia um político que transmitia esperança e confiança não só aos americanos como ao mundo inteiro. Por causa disso, foi considerado a personalidade do ano e alguns até defenderam que seria um óptimo candidato ao Nobel da Paz. De facto, o prémio foi-lhe entregue. Mas a guerra começou.

Depois de nove meses enquanto Presidente dos Estados Unidos, a sua popularidade baixou e algumas polémicas internas acabaram com o estado de graça da sua Administração ainda há pouco inquestionável. No entanto, não deixou de seguir o que prometeu em campanha eleitoral e colocou a América novamente numa postura multilateralista e dialogante com as outras nações, nomeadamente o Irão e a Rússia. Infelizmente, o comité Nobel tem sido massacrado pela escolha que fez por ser considerada de prematura. O estranho nisto tudo é que o Nobel da Paz já foi entregue a ex-terroristas reconvertidos ou a personalidades com valores pouco pacíficos e, apesar disso, não despertaram tanta discussão como agora.

Se o galardão é atribuído a pessoas ou entidades com provas dadas em termos de luta pelos Direitos do Homem ou pela paz, neste caso pretende servir de incentivo a alguém que, com o cargo que ocupa, pode definitivamente tornar o mundo melhor. Disso não há dúvidas, Barack Obama foi o homem que mais lutou pelos ideais da paz no último ano.

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