Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, novembro 29, 2009

Paraíso Perdido T2C14


Caça aos downloads

Há muito que se aguardava isso. A Net não podia viver indefinidamente numa espécie de anarquia globalmente perigosa. Esta nova tecnologia permitiu um avanço fabuloso em termos de rupturas de barreiras civilizacionais, políticas e culturais. Aproximou as pessoas, transformando o mundo numa aldeia global. A Internet é o expoente máximo da globalização. Porém, a União Europeia pretende agora domesticá-la, proibindo de vez aquilo que a maior parte dos utilizadores faz na Web, isto é downloads ilegais.

Este bem pode ser um momento de desilusão para os milhões de europeus, incluindo milhares de portugueses, que nos últimos anos se habituaram a obter gratuitamente música, filmes, livros e softwares e pornografia. Dos mais ricos aos mais remediados, “sacar” tornara-se um hábito, uma tradição cibernética que as operadoras alimentavam com as suas constantes promoções e ofertas de aumentos de velocidade. A UE quer acabar com isso, criando uma legislação que poderá punir não só os que disponibilizam os conteúdos para downloads como também os seus utilizadores. Daqui a uns anos, talvez, iremos recordar saudosamente como era bom este período em que víamos estreias de cinema sem ter de sair de casa. Pois é, mais do que obter coisas de graça, o que mais interessava era a comodidade com que se as obtinha. Não obstante o caminho único da proibição que os governos europeus pretendem tomar, não existirá uma alternativa?

É verdade que os direitos de autor não podem continuar a ser violados. A indústria musical e cinematográfica tem sofrido imenso com a pirataria informática. Mas ao mesmo tempo, despoletou uma nova filosofia de como os artistas encaram a sua actividade. Como exemplo, muitos músicos deixaram de estar pesos a uma editora, criando a seu próprio negócio ligando-se mais intimamente com o seu público ao disponibilizar os seus produtos gratuitamente. A Net também permitiu que pessoas com potencial artístico divulgassem os seus trabalhos de forma livre e sem restrições editoriais ou limitações do mercado. Sim, a Net parece a nova terra da oportunidade, num caminho nunca dantes navegado.

No aspecto material, a Internet criou milhares de emprego e dezenas de novas profissões; enriqueceu pessoas de forma instantânea, catapultando muitas delas para o mundo dos famosos. A nível espiritual, aproxima pessoas de diferentes continentes; alimenta a felicidade e a esperança; preenche a solidão dos socialmente abandonados ou auto-excluídos e ensina quem a sabe usar com discernimento. A Net é isso tudo e o que há-de vir que ainda desconhecemos. Tal como um ser vivo, ela evolui - por um lado, até tem a sua razão de ser, pois é encarada cada vez mais como um prolongamento da mente humana. Estamos a passar da fase do Homo Sapiens para o Homo Cyberneticus.

Por isso tudo, prevê-se uma longa batalha entre aqueles que querem manter a Net como está e os governos que supostamente pretendem salvaguardar os direitos de autor. É óbvio que eu preferia pagar mais pelo acesso à Internet para apoiar os direitos de autor do que aquilo que se vislumbra das intenções da UE. Mas a minha preferência obrigaria a um consenso alargado entre toda a indústria musical, cinematográfica e livreira. Daí a repressão ser mais fácil.



A Base

A presença americana na Base da Lajes pode estar em vias de acabar. Periodicamente, aparece uma figura respeitada a ditar o seu fim, alegando o facto de ter cada vez menos militares americanos e da geopolítica alterar conforme os interesses americanos. Há que ter calma. A Base das Lajes continuará a ser vital para os Estados Unidos.

Já se sabe que não voltará a haver empregos para os terceirenses como outrora. Já se sabe que o progresso da tecnologia, nomeadamente a nível militar, permite reduzir o número de militares estacionados na Terceira. Mas a existência dos Açores no meio do Atlântico, isso ninguém pode fazer desaparecer, nem encontrar substituto.

Muito se tem criticado a comissão bilateral, nomeadamente o Secretário da Presidência, André Bradford, por não colocar em primeiro lugar os interesses da região. Não alinho nessas críticas. Aliás, assuntos com essa delicadeza não são para serem tratados por qualquer um, incluindo os deputados da Assembleia Regional. São assuntos de Estado ao mais alto nível. Daí lamentar que não seja o próprio Presidente do Governo Regional a deter essa pasta.

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