Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, dezembro 11, 2011

Três açorianos a não perder de vista



Em tempos conturbados, as pessoas querem acreditar que há quem possa fazer a diferença, trazendo-lhes esperança e confiança para enfrentar as dificuldades.

Até agora, esta missão tem sido da responsabilidade dos políticos. A História mostra-nos como o progresso da Humanidade foi construído graças aos homens e mulheres visionários que lideraram povos e nações, facultando prosperidade e paz.

Actualmente, as democracias permitem que organizações fora do espectro político evidenciem o seu trabalho em prol das pessoas e até influenciem as decisões de governos. Desde sindicatos às associações empresariais, o progresso constrói-se na base do diálogo, da concertação, isto é, da pluralidade de opiniões que as leis se encarregam de arbitrar. Em último lugar, os cidadãos, através da comunicação social, acabam por avalizar aquelas que lhes parecem ser as decisões mais correctas na defesa do bem comum.

Dito isto, é cada vez mais notório que a Região dispõe de pessoas competentes e inteligentes que querem dar o seu contributo para o progresso da sua terra. Pessoas que se destacam pela sua perseverança, recorrendo a outro expediente que não os partidos políticos. A tal sociedade civil de que muitos falam, mas que na realidade, quando aparece, deixa algum desconforto.

Admitindo a minha injustiça por não referir outras figuras açorianas com papel de relevo na sociedade açoriana, destaco Mário Fortuna, Sandro Paim e Paulo Silva por darem um contributo concreto para a resolução dos problemas que a Região enfrenta.

Mário Fortuna e Sandro Paim são os dois, respectivamente, presidentes das Câmaras de Comércio de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo. O primeiro, eminente académico da Universidade dos Açores especialista em economia; o segundo, empresário de sucesso, oriundo de uma família importante e influente da ilha Terceira. Ambos têm, no seu historial, um percurso atribulado nas lideranças das câmaras a que presidem. Contra ventos e marés, conseguiram impor-se pela sua capacidade criativa e assertiva na forma como vêem o desenvolvimento dos Açores.

Paulo Silva tem um percurso de vida realizado com muito trabalho - e sorte -, mas também ele com perseverança perante adversidades e adversários de renome. Contudo, contrariando um trajecto que se afigurava político quando se juntou ao PSD, optou surpreendentemente pela via empresarial. Há pouco tempo, apareceu outra vez nos órgãos de comunicação social como mentor do projecto cívico MR9, no qual tenta despertar a sociedade civil não só para os problemas da Região como para o seu potencial de desenvolvimento.

Na minha opinião, estes três senhores não podem ser esquecidos ou afastados das decisões estratégicas de desenvolvimento para os Açores. Economia é a palavra-chave para a criação de emprego e para a dinamização da sociedade. Daí a relevância destas personalidades que merecem toda a atenção nos tempos de mudança que avizinham nos Açores.

Nota 1: É bom que os micaelenses se preparem, porque a SCUT do Nordeste em breve deixará de ser gratuita. Digo isto por uma razão muito simples: com que cara um Governo dos Açores é capaz de cobrar taxas “moderadoras” de saúde mas não cobra uma estrada que custa os olhos da cara. Este debate tem de ser feito e por todos, já que afinal todos os açorianos participam no seu financiamento, mesmo aqueles que não circulam nela.

Nota 2: Muito se tem falado na falta da solidariedade da Alemanha. Por cá, ninguém repara que o Governo Regional deu tolerância de ponte na sexta 23 de Dezembro, ao contrário do continente em que não haverá a mesma benesse. O mesmo país, dois critérios. Como se pode ver, só se fala em solidariedade quando dá jeito. Lamentável.

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