Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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sexta-feira, janeiro 12, 2007

Uma pergunta de dífícil resposta

«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»

As próximas semanas vão dar que falar. Já fui a favor, já fui contra, porque os argumentos para ambas as posições são válidos. Mas não há dúvida de que o "sim" tem um peso maior. Só o facto de se comparar a nossa legislação com a de outros países mais ricos e mais desenvolvidos do que o nosso pressiona mais as pessoas para que adiram à causa da despenalização. A mania de usar os rankings também pode servir para esta situação. De igual modo, se o Estado pretende responsabilizar mais os cidadãos pelos seus actos, não interferindo com as suas escolhas pessoais, este passo será significativo nesse desejo de emancipação social.

Para os defensores do "não", os argumentos serão os mesmos de sempre. Mas há um interessante e que me seduz. Encarar o aborto como mais método de contracepção perturba-me e acaba por pesar na consciência das pessoas. Uma coisa é impedir que o espermatozoíde fecunde o óvulo, outro é matar o feto.

Poderei passar por ignorante - e até sou - mas quando vi, há uns meses atrás, no ecrã da máquina de ecografia o coração da minha filha a bater que tinha na altura 10 semanas, as coisas ficaram mais confusas. Decidir não é fácil.

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