Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, novembro 11, 2012

As empresas açorianas que desprezam a Terceira


1. Ao longo dos anos, as duas maiores empresas dos Açores com capital público - SATA e EDA – têm demonstrado pouca consideração para com a Ilha Terceira. A companhia aérea nunca manifestou grande interesse em explorar o potencial económico da Terceira e em responder às pretensões da população e dos agentes económicos. Por seu lado, a companhia elétrica parece ter desinvestido na ilha, tornando os seus equipamentos obsoletos ou desatualizados. Resultado: apagões frequentes, com o consequente prejuízo para cidadãos e empresários.

    A SATA sempre foi criticada pelos preços proibitivos que pratica não só para os açorianos, como para os turistas. No entanto, na Terceira, a questão é mais profunda, prendendo-se com uma política centralista em prol de São Miguel, prejudicando os interesses e desvalorizando a importância da ilha Terceira. Desde a pernoita de aeronaves na Base das Lajes, dos horários de voos para o continente, das rotas para fora da Região, até à exploração das escalas técnicas, a SATA sempre despoletou desconfiança nos terceirenses.

    A EDA é outra empresa que está na mira dos terceirenses pela sua ineficiência, mas cujos danos são ainda piores do que a SATA, pois todos nós precisamos de eletricidade. Para além da tentativa fracassada na exploração geotérmica, temos agora os apagões que, em pleno século XXI, muitos achavam ultrapassado. Perante o prejuízo dos empresários e o descontentamento dos terceirenses, aparece um responsável da companhia a admitir os problemas estruturais dos equipamentos e redes e a necessidade de os renovar. No entanto, refere que os investimentos a fazer terão um custo para os cidadãos. Não deixa de ser estranho, pois a EDA é uma empresa com obrigações de serviço público e uma delas, talvez a mais importante, é fornecer eletricidade. O dinheiro que lucra das faturas elétricas e de outros serviços prestados deveria servir justamente para a manutenção e o investimento nos equipamentos necessários. O novo Governo Regional vai ter panos para manga para solucionar este problema.

Os políticos da Terceira andam ultimamente muito atarefados com a dança das cadeiras, quer no parlamento ou no governo, quer nos respetivos partidos. Por isso, o seu silêncio nesta matéria é ensurdecedor. O PS Terceira, cuja confiança dos eleitores lhes foi substancialmente renovada, deveria dar voz às reclamações dos seus concidadãos. Contudo, pela sua inércia, mais parece interessado em proteger os seus “camaradas” estrategicamente colocados nas referidas empresas.

2. A importância do Diário Insular

    Entre os anos de 2004 e 2010, tive o privilégio de escrever regularmente para o jornal A União. A extinção de um órgão de comunicação social é sempre uma machadada à liberdade de informação. Esperemos que haja em breve uma nova iniciativa jornalística.

    Nestes tempos de crise, onde inevitavelmente a liberdade das pessoas está condicionada, nomeadamente por causa da falta de empregos e na luta para não perder os poucos que ainda sobram, o DI terá um papel fundamental no escrutínio público não só do poder político como do poder económico e empresarial.

    O recente caso da EDA, denunciado pela Câmara de Comércio de Angra, com o pedido da auditoria externa e amplamente divulgado pelo DI, comprova a importância das forças vivas desta terra. Torna-se cada vez mais difícil contar com os políticos para resolver os problemas das pessoas. E desenganem-se aqueles que aplaudem a redução dos cargos políticos. Se o problema fosse esse, acabava-se de vez com os partidos e a questão ficava resolvida.

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