Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, abril 07, 2013

Lições de empreendedorismo da América




1. Não deixa de ser irónico que o Governo Regional que tanto tem pugnado pelo empreendedorismo dos jovens veja agora um conjunto de empresários americanos a dar-lhe dicas de como aproveitar os seus recursos para a criação de emprego.

            O que mais custa e irrita relativamente ao grupo de empresários americanos que estudou o potencial económico da Terceira foi ter tirado as mesmas conclusões já tecidas por académicos e empresários açorianos. Em 2004, o economista Mário Fortuna falava sobre o potencial dos Açores para o teletrabalho, nomeadamente os call centers, que não depende de distâncias geográficas. Há anos que empresários do turismo e a Câmara de Comércio de Angra falam no subaproveitamento do potencial turístico norte-americano. E não se referiam somente ao turismo da saudade já de si tão mal explorado. 

            É bom que este assunto, tão importante para o futuro da Terceira, seja acautelado diretamente pelo Presidente do Governo Regional, pois, segundo as conclusões do relatório, o impacto positivo das medidas apresentadas até pode extrapolar a Terceira, fomentando emprego e dinamismo económico noutras ilhas. Esperemos que a Região crie uma comissão de acompanhamento constituída por políticos, empresários e académicos de modo a que a República não interfira demasiado no processo. 

            Todas as outras medidas são um contributo interessante que devem ser aproveitadas porque não existe alternativa. Muitos dos atuais trabalhadores mais antigos da Base serão devidamente compensados com boas indemnizações e muitos outros manterão os seus postos de trabalho, mas a maior parte irá para o desemprego. O relatório apresentado pelo grupo BENS pode dar um novo fôlego à economia da Terceira, indo para lá do mero ressarcimento financeiro por causa da redução de efetivos militares na base americana. Aproveitemos esta janela de oportunidade.

            Quando, em 2006, os americanos desativaram a sua base sediada na Islândia, para além das indemnizações aos 900 trabalhadores islandeses, não consta que tenha havido por parte da Administração americana grande preocupação em acautelar o futuro daquela ilha.

2. A metafísica dos comentadores políticos

            Há muito que a “ciência” da comunicação social concluiu que não existe independência ou imparcialidade total no jornalismo. Há sempre uma perspetiva ou abordagem da notícia feita, consciente ou inconscientemente, pelo jornalista. Nos últimos anos, a proliferação de empresas de comunicação social, por via da imprensa, rádio e televisão, veio enriquecer o panorama do jornalismo como também a sua qualidade - ao contrário do que se diz por aí. A nova moda dos políticos-comentadores vai ao encontro dessa evolução.

            Por uma questão de moral e até de credibilidade dos canais de informação, há quem conteste a aposta dos canais de televisão em contratar políticos para comentar a atualidade política. Contudo, o impacto e as audiências desses mesmos comentadores junto da opinião pública revelam o contrário. Afinal, as pessoas precisam de os ouvir. Os seus comentários tornam-se motivo de notícias e são replicados pelos outros canais de informação, tornando-se a seguir tema de debate por comentadores e jornalistas (não haverá surpresa quando, daqui a uns tempos, Miguel Relvas incluir o rol de comentadores). Os partidos perceberam que esta é outra forma mais subtil, mas poderosa, para fazer combate político e promover a sua mensagem.

O jornalismo político evoluiu. Ainda bem. E não se trata de um fenómeno exclusivamente português. Noutros países, o mesmo acontece. É uma questão de moda, mas sobretudo de necessidade, desde que o número de canais televisivos de informação por cabo aumentou por todo o mundo. 

No entanto, os órgãos de comunicação cometem o mesmo erro ao querer fazer-se passar por pluralistas. Ninguém irá ouvir políticos-comentadores para formar uma opinião sobre determinado assunto, muito menos para aceder a contraditórios. As pessoas irão ouvir o que lhes interessa e concordar com quem se identificam. Com uma opinião relativamente formada, os telespetadores usarão os argumentos do político-comentador para dar maior sustento às suas ideias previamente concebidas. Nesse aspeto, a política e o futebol têm muitas semelhanças.

1 Comentários:

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