Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, agosto 04, 2013

O mundo de Sofia




 Sem cinismos, defendo que é preciso deixar a ainda Presidente da Câmara de Angra, Sofia Couto, terminar o seu mandato com toda a dignidade que ela merece.

            Há quatro anos atrás, Sofia Couto nunca imaginou que lhe seria entregue a dificílima tarefa de conduzir os destinos do município de Angra. Era óbvio que numa situação dessas - invulgar na história das autarquias portuguesas - Sofia Couto seria mais uma espécie de presidente interina, a quem lhe caberia a gestão da edilidade, do que propriamente uma autarca usufruindo de plenos poderes. O seu desempenho político era assim limitado, mais por razões político-partidárias, nomeadamente por pressão do partido que representa, do que por uma questão de legalidade, essa sim, indiscutível.

            Mesmo assim, a edil desempenhou o seu cargo com grande sentido de estado: low profile, recato nas decisões, procura de consensos com a oposição, afastando qualquer tentação de mediatismo ou de abuso de poder.

Contudo, a requalificação tumultuosa de ruas da urbe ou a renovação do Teatro Angrense não podem ser consideradas obras do seu legado porque o seu mandato termina sem essas estarem devidamente prontas. E é estranhamente isso que me parece louvável. 

Perante as adversidades, rumando contra a maré, desafiando opositores externos e internos, Sofia Couto assumiu a árdua tarefa de ser Presidente da Câmara de Angra quando ninguém o quis, quando todos fugiram da responsabilidade como se de uma praga se tratasse. No meio de tanto infortúnio, Angra até teve sorte em “achar” Sofia Couto.

            Sei que para muitos angrenses isto não lhes diz rigorosamente nada, porque no momento do voto, importa é saber duas letras do alfabeto e reconhecer o símbolo da rosa ou do punho. 

            Durante uns meses, Sofia viveu o sonho, “malgré elle”, de ser presidente da cidade-património. No momento do despertar, há que desejar-lhe felicidades.

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