Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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terça-feira, setembro 03, 2013

Chamem-nos bairristas




1. Muitos açorianos conhecem a RTP São Miguel, mas todos os açorianos anseiam por ter uma RTP Açores. Não sei qual o mais revoltante, se o centralismo de Lisboa ou a tentação centralista de Ponta Delgada. A triste proposta de cobertura televisiva dos debates autárquicos veio deitar por terra os últimos meses de unidade que tem havido por parte dos açorianos em torno do canal regional de televisão.

            Não é fácil administrar nove ilhas. É óbvio que seria mais barato passar de nove ilhas habitadas para seis, quatro ou três. Nos tempos que correm, não há ninguém que não defenda contenção nos gastos públicos e rigor na gestão dos recursos do Estado. Mas o centralismo é a solução mais fácil porque é preguiçosa. Num arquipélago, esta política pode provocar danos sérios no equilíbrio entre as ilhas, pondo em causa a sustentabilidade de cada uma delas, nomeadamente as mais pequenas. 

            No caso da RTP Açores, não se trata de economia de meios, trata-se de um erro crasso por parte da direção de programas. O que seria se propusessem aos candidatos à Câmara do Porto a realização de um debate televisivo nos estúdios de Lisboa? 

            Nem imagino a frustração que deve ser para os profissionais das delegações da Terceira e Faial. A Antena 1 Açores tem o mérito de não cair neste erro, a custo de muito esforço e dedicação dos seus colaboradores.

            Contudo, existem outros órgãos de comunicação social e instituições que podem colmatar esta falha. No caso da cobertura da campanha para autárquicas, é possível recorrer a outros meios de comunicação. Fica o apelo para que os candidatos e os órgãos de informação locais encontrem uma alternativa condigna. Os debates são essenciais à vitalidade da política e ao esclarecimento das populações.

2. Juntar o útil ao agradável. 

            Desde as últimas eleições legislativas regionais que os Órgãos de Comunicação Social açorianos (OCS) têm sido manietados pela Comissão Nacional de Eleições. Não houve debates entre os dois principais candidatos por causa de uma leitura fundamentalista da lei eleitoral. As próximas eleições autárquicas repetem o mesmo problema.

            Há duas formas de os OCS encararem esta contrariedade. Ou lamentam-se e deixam tudo como está ou tentam encontrar formas originais de cobrir a campanha autárquica. Neste segundo caso, incluo o trabalho desenvolvido pelo Diário Insular cuja cobertura jornalística da campanha é digna de registo.

            Para além do cuidado em conceder um espaço a todos os candidatos dos concelhos de Angra e da Praia para que possam expor as suas ideias e projetos políticos, tem havido um trabalho jornalístico não só de acompanhar as variadíssimas conferências de imprensa, como também a pertinência de indagar os candidatos sobre as questões mais relevantes dos dois concelhos. 

            Num momento em que a Terceira se sente cada vez mais abandonada, as suas Forças Vivas não têm deixado de dar provas da sua determinação e resiliência.

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