Paraíso Perdido VI

Os Açores são a região do país com menos população activa e, apesar da criação de emprego ser a conta-gotas, por mais que se esforce o governo em estimular as empresas e o empreendedorismo, 60% dos açorianos que trabalham auferem menos de 600 euros por mês.
Por mais desconcertante que seja saber-se que os rendimentos dos açorianos são os piores de Portugal, há um aspecto que me provoca alguma perplexidade. Os sinais exteriores de riqueza que os açorianos ostentam indicam precisamente o contrário: carros de alta gama, casas opulentas e estilo de vida folgada, com muitas viagens para o continente português e estrangeiro em classe turística. Alguma coisa está errada, não é? Ou será que os restantes 40% dos trabalhadores são ricos ao ponto de se permitirem ter dezenas de casas e carros numa mesma ilha? Será que os seus rendimentos lhes permitem andar constantemente de avião?
Este bem podia ser um novo mistério para os cientistas investigarem. Porém, atrevo-me a lançar duas hipóteses para explicar tal fenómeno. Na primeira, parte-se do princípio que os açorianos são muito espertos e conseguiram esse dinheiro através dos subsídios da União Europeia, pois os Açores são das regiões que mais fundos recebeu. A segunda parte do princípio que os açorianos são néscios e foram ludibriados pelos bancos ao recorrerem ao crédito fácil.
Na primeira, há que dar o mérito à esperteza saloia dos açorianos. Se for a segunda hipótese, então o governo regional tem um grave problema: o arquipélago está falido.

Sexo nas escolas
A Esquerda anda ao rubro: a disciplina de educação sexual vai finalmente integrar o currículo escolar. 12 horas por cada ano para ensinar e debater questões de sexo, já que os pais andam demasiados ocupados com os seus divórcios ou a suas vidas de adúlteros. Não vou ser mau: o trabalho ocupa também muito tempo. Desde pequeninos, na primária, lerão livrinhos com bonecos em posição de coito - celebrando uma das poucas coisas que ainda dão razão de viver -, até à secundária quando serão os próprios jovens estudantes a dar lições aos professores.
Olhando para a Escola e para os seus problemas, só posso rir-me desta nova iniciativa, pois entendo a fuga para a frente por parte do Partido Socialista. Se a escola já não é capaz de transmitir conhecimento, então, antes que os alunos deixem simplesmente de lá aparecer por não lhe ver nenhuma utilidade, faz-se como na televisão quando tem fraca audiência: mete-se conteúdos de sexo. Aliás, com os últimos episódios de insegurança nas escolas só se podia antever que, em breve, o sexo juntar-se-ia à violência; não andariam estes de mãos juntas.

Questões fracturantes
Os debates sobre os casamentos entre homossexuais e sobre a eutanásia servem de passatempos àqueles que se fartaram de ouvir falar da crise. Por mim, sabendo de antemão o que isto vai dar, pela experiência com a questão do aborto, peço aos governantes para que sejam céleres na discussão e explícitos nos insultos de parte a parte. O que me interessa é que estas duas medidas sejam aprovadas rapidamente.
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