Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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quinta-feira, janeiro 17, 2013

A Queda da Câmara da Praia




                Não há dúvidas de que Roberto Monteiro tem feito um grande trabalho na Praia da Vitória. Nutro admiração pela forma como o Presidente da Câmara soube tirar proveito das potencialidades do concelho e permitir assim o seu desenvolvimento. Basta ter olhos e um pingo de seriedade para reconhecer o óbvio. Contudo, tudo tem um custo. E a fatura chegou. 

                Foi apresentado oficialmente o relatório final da auditoria do Tribunal de Contas à Câmara da Praia e as conclusões são muito preocupantes. A dívida da edilidade tornou-se insustentável - nalguns casos, há situações de ilegalidade no recurso ao crédito – ao ponto de comprometer as gerações futuras, o que significa que qualquer futuro investimento está seriamente comprometido para não dizer proibido. 

                É verdade que a oposição sempre denunciou esta situação. É verdade que a câmara sempre tentou demonstrar que geria com rigor os seus recursos. O problema é que a câmara se tornou o exemplo perfeito do que aconteceu no país: viveu acima das suas possibilidades. E o exemplo é tão perfeito que, no verão passado, a câmara contraiu um empréstimo de mais de dois milhões de euros para pagar dívidas a forncedores. Fazendo lembrar tantos exemplos á la Cofidis, contraiu uma dívida para pagar outra; este é um círculo vicioso cujo desfecho só pode dar para o torto. 

                Muito se tem especulado sobre o futuro de Roberto Monteiro. Na rua de Jesus, há quem diga que não se recandidatará por questões de saúde, outros alegam uma birra por não ter sido convidado a integrar o Governo dos Açores, outros ainda defendem que não se vai apresentar a votos por causa das dívidas. Gostava de acrescentar outra conjetura: acho que os partidos de oposição não devem apresentar candidatura para o município, mas só para as freguesias. Em abono da verdade, quem se endivida é que deve pagar.

A campanha eleitoral para as autárquicas já está em curso. Em vésperas de eleições, este assunto será esquecido, pois, por obra e graça de Deus, dinheiro não faltará para festas, apoios às sociedades e cabazes para as famílias. A estratégia do PS não falha. 

A jangada de basalto

                O período de graça do governo de Vasco Cordeiro está a chegar ao fim. Quem o diz não é a oposição, mas sim os utentes dos hospitais, os fornecedores e os prestadores de serviço que trabalham para a Administração Regional. O dinheiro está a faltar e o governo, armado em bombeiro, tenta apagar as chamas atirando dinheiro para iludir o problema. 

                Não vale a pena mostrar contentamento com o que se passa. A ideia do “quanto pior para o governo, melhor para a oposição” é perversa. Por cada erro do Governo ou dificuldade que surja, há um açoriano que sofre diretamente na pele as consequências. A oposição, nomeadamente o PSD, tem a obrigação de colaborar com o governo no saneamento das dívidas e na retoma da economia da Região. Todos estamos no mesmo barco, na mesma jangada de basalto.

                Deus queira que os políticos tenham juízo.

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