Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, outubro 06, 2013

A idade de ouro da televisão




            O setor da televisão está a viver um período de ouro por duas razões: a primeira prende-se com a qualidade e a diversidade da oferta de programas; a segunda tem que ver com a revolução tecnológica dos últimos anos da qual a televisão tem sido a principal beneficiada. 

            A televisão por cabo teve um início tímido na década de oitenta do século passado. Considerado elitista por passar quase exclusivamente em centros urbanos e pelo seu preço pouco convidativo, o cabo tinha uma fraca presença junto da generalidade dos telespetadores. Com a evolução tecnológica, nomeadamente nos Estados Unidos com o advento da tecnologia Tivo, estavam lançados os primeiros dados da revolução televisiva que agora se encontra no seu esplendor.

            Vivemos o século dos nichos graças aos novos meios de comunicação e interação social. A televisão por cabo adequou-se na perfeição a este novo paradigma graças à explosão dos canais temáticos. A televisão generalista só tem mantido a sua predominância pelo facto de estar em sinal aberto. Quem pode aderir ao cabo, entranha essa nova forma de ver televisão e não mais a quer largar. 

            A programação nunca foi tão rica e diversificada como agora - não me atrevo em dizer quais os programas que prestam e aqueles que enojam, pois a variedade tem exatamente o propósito de satisfazer os gostos de todos e de cada um. A esse respeito, a supremacia norte-americana vem de uma longa tradição e de uma diversidade cultural e social notáveis. 

            Presentemente, ver televisão em direto é mesmo no sentido literal. Eventos desportivos, telejornais, edições especiais como entrega de prémios ou debates políticos são aqueles programas que requerem a simultaneidade entre o acontecer e o assistir. Tudo o resto, graças à tecnologia, pode ser visionado a qualquer hora – e aos poucos em qualquer lugar. 

            Ver televisão numa televisão já não uma redundância. Smartphones e tablets são os novos dispositivos que abraçaram esta revolução tecnológica. Muito se fala na caixa que mudou o mundo, mas, na verdade, ela mudou a maneira de olhar para esse mesmo mundo.

            Paradoxalmente, apesar das suas estrelas, dos seus respeitadíssimos realizadores e orçamentos colossais em blockbusters, o cinema não acompanhou esta revolução. Um exemplo: o cinema ainda se encontra em pé de guerra com os downloads ilegais - ao contrário das produtoras televisivas que elogiam os sites destinados à piratagem e até se aliam a eles, como o Netflix

            São várias as estrelas de cinema seduzidas pelo potencial da televisão, pela excelência dos seus conteúdos e pela estabilidade que esta lhes confere. São vários os realizadores de cinema que se aventuram nas séries televisivas por causa da amplitude na construção e exploração de argumentos e personagens. 

Hollywood já não encara a ficção televisiva como um género menor, mas sim como uma respeitosa rival. 

            Ecrãs plasmas gigantes, sistema de som Home Cinema, óculos 3D, sofá confortável, e comando numa mão, pipocas noutra. Não há sala de cinema que compita com este novo luxo caseiro. Os videoclubes foram os primeiros a cair. Hollywood só abraçará esta revolução quando fizer estreias mundiais nas nossas casas.

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