Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, junho 15, 2014

O dia da raça




            Todos os países têm um dia feriado para a exaltação nacional. Por questões eminentemente históricas, todos os países festejam a sua nacionalidade e os seus cidadãos o seu patriotismo, imperando assim o sentido de união e de pertença. O dia 10 de junho já foi assim. Nos últimos anos, as comemorações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas têm vindo a ser manchadas por questões de atualidade política, confrontação partidária e até mesquinhice mediática. 

            Ainda com reminiscências do Estado Novo, os portugueses sentem dificuldade em exibir o seu patriotismo com medo de o confundirem com um nacionalismo perigoso. Nacionalismo e patriotismo não são a mesma coisa. Estados Unidos e Brasil são disso perfeitos exemplos.

Em Portugal, a exaltação nacional parece ser somente permitida quando a seleção de futebol entra em campo. Mão no peito, de pé, em frente ao televisor e envolvido na bandeira: aí sim, canta-se A Portuguesa sem qualquer complexo. 

Este ano, esperava-se do Presidente da República um discurso mobilizador. Após os anos de tormenta por causa do Programa de Assistência Externa, esperavam-se palavras de unidade e de esperança. Por mais danos que tenha causado, os portugueses conseguiram dar a volta à situação, demonstrando um verdadeiro espírito de solidariedade e de sacrifícios que devia ser amplamente elogiado por quem nos representa. O discurso resumiu-se a um puxão de orelhas ao Governo, nomeadamente ao Ministro da Defesa, por causa das nossas Forças Armadas. O dia de Portugal merecia, de facto, um melhor discurso.

Nas comunidades portuguesas, principalmente as da América do Norte, os festejos são dignos de registo. Bandeira, Hino, desfiles, paradas e o amor à pátria são os ingredientes que constituem este dia que não deveria ser festejado de outra forma. 

Torna-se cada vez mais notório de que para festejar convenientemente o dia de Portugal mais vale emigrar.

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