Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, outubro 20, 2013

Absentismo e indisciplina nas escolas


            Continuo a achar que entre alargar a gratuitidade no ensino e alargar a escolaridade obrigatória é preferível a primeira opção. Contudo, a decisão foi tomada e os alunos portugueses são agora obrigados a frequentar a escola até aos 18 anos de idade. 

            Desde alguns anos para cá que as universidades portuguesas têm sido obrigadas a criar estatutos do estudante – pasme-se - por causa do aumento da indisciplina no Ensino Superior. São vários os professores universitários a queixarem-se da imaturidade e da falta de preparação dos estudantes. Este problema não é exclusivamente português: em França, várias faculdades foram obrigadas a criar cursos de ortografia. 

            Apesar de os governos serem pró-ativos no combate à indisciplina e ao absentismo escolares, acabam por ter parcos resultados, pois partem da premissa errada. O ónus da culpa recai sempre sobre os pais quando, a partir de uma certa idade, deveria recair unicamente no aluno. 

            A sociedade não se pode queixar da falta de valores quando os seus decisores políticos infantilizam os jovens, alimentando a desresponsabilização e a inconsequência dos seus atos. 

            Defendo que, a partir dos 16 anos, qualquer aluno deve ser o único responsável pelo que faz dentro do espaço escolar. Parece uma redundância, mas a realidade mostra o ridículo da atual lei quando esta obriga a que os pais sejam responsabilizados pelas faltas ou pelo mau comportamento do filho, mesmo que este tenha 17 anos de idade. Esta regra não faz qualquer sentido numa sociedade que se quer altamente competitiva. O rigor no ensino não se pode cingir somente à multiplicação de exames e avaliações. 

A exigência não se coaduna com a falta de responsabilidade. O sucesso escolar não combina com a falta de valores. A falta de valores inviabiliza a prosperidade de um país.

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