Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, outubro 13, 2013

Os inimigos da Terceira




Ao longo dos anos, as duas maiores empresas dos Açores com capital público - SATA e EDA – têm demonstrado pouca consideração para com a Ilha Terceira. A companhia aérea nunca manifestou grande interesse em explorar o potencial económico da Terceira e em responder às pretensões da sua população e agentes económicos. Por seu lado, a companhia elétrica parece ter desinvestido na ilha, tornando os seus equipamentos obsoletos ou desatualizados. Resultado: apagões frequentes, com o consequente prejuízo para cidadãos e empresários.

            A SATA sempre foi criticada pelos preços proibitivos que pratica não só para os açorianos, como para os turistas. No entanto, na Terceira, a questão é mais profunda, prendendo-se com uma política centralista em prol de São Miguel, prejudicando os interesses e desvalorizando a importância da ilha Terceira. Desde a pernoita de aeronaves na Base das Lajes, dos horários de voos para o continente, das rotas para fora da Região, até à exploração das escalas técnicas, a SATA sempre despoletou desconfiança nos terceirenses. 

            Enquanto o governo Regional diz que aguarda e desespera pela decisão da República relativamente às obrigações de serviço público de transporte aéreo, a SATA lá vai sugando todos os tostões dos açorianos ao abrigo de uma coisa chamada “estatuto de residente”. Levar entre 300 a 400 euros por uma deslocação ao continente ou mais de 200 euros para ir para ir da Terceira para o Pico tornou-se tão rotineiro que já nenhum governo ou político se dá ao trabalho de dar um murro na mesa, exigindo o fim desta indecência.

A EDA é outra empresa que está na mira dos terceirenses pela sua ineficiência. Para além da tentativa fracassada na exploração geotérmica, temos agora os apagões que muitos achavam ultrapassado. Perante o prejuízo dos empresários e o descontentamento dos terceirenses, aparece um responsável da companhia a reconhecer os problemas estruturais dos equipamentos e redes e a necessidade de os renovar. No entanto, refere que os investimentos a fazer terão um custo para os cidadãos. Não deixa de ser estranho, pois a EDA é uma empresa com obrigações de serviço público e uma delas, talvez a mais importante, é fornecer eletricidade. Parte do dinheiro que lucra das faturas elétricas e de outros serviços prestados deveria servir justamente para a manutenção e o investimento nos equipamentos necessários. 

            A EDA anunciou que os recentes apagões se devem à requalificação da central de Belo Jardim, admitindo, por isso, mais cortes nos próximos meses. É de supor que, quando a obra estiver pronta, haverá mais falhas no fornecimento de energia por causa dos testes e pelo material ser novo e precisar das devidas adaptações. E, se essas desculpas esfarrapadas não servirem, há sempre o argumento de que os cortes de energia se devem a “eventos distintos”. Os terceirenses que tenham paciência ou que mudem de ilha.

            O facto destas duas empresas deterem o monopólio nas respetivas áreas de atividade constitui o motivo principal pelo péssimo serviço prestado aos açorianos, e terceirenses em particular. O Governo Regional demitiu-se do seu papel de mediador e regulador do mercado.

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