Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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domingo, novembro 17, 2013

Um agradecimento ao nosso lóbi luso-americano





1. Independentemente do resultado das votações no Senado norte-americano, o trabalho diplomático sobre a Base das Lajes realizado pelos políticos portugueses, nomeadamente dos Açores, e pelos políticos e personalidades luso-americanos merece um forte aplauso. 

            A decisão de reduzir o contingente americano estacionado na Terceira é unilateral. Washington seguiu as recomendações do Pentágono há anos atrás e, por mais discutível que seja essa decisão, não se vislumbra nenhum recuo, pelo menos no curto ou médio prazo. Portugal só pode, daqui para a frente, tentar minimizar os prejuízos que esse “downsizing” da base irá provocar na Ilha Terceira, renegociando contrapartidas com a Administração norte-americana. 

            No entanto, nestes últimos meses, percebeu-se que a comunidade portuguesa radicada nos Estados Unidos tem afinal uma forte influência junto do poder político americano. Esta demonstração de força não foi só benéfica para Portugal e para os Açores como para os próprios lusodescendentes que se sentem mais capazes e mais fortes para se afirmar no país que os acolheu.

2. Miguel Monjardino na FLAD

            Sempre achei que o novo presidente da FLAD seria um açoriano. Sempre achei que Carlos César seria a personalidade escolhida por ter o melhor currículo para ocupar o lugar. Infelizmente, não aconteceu. Pesando bem, tendo em conta o partido que governa, seria algo de impossível.

            Ao contrário da nomeação de Maria Lurdes Rodrigues, que serviu de prémio de consolação pelos bons e leias serviços prestados no Governo de José Sócrates, esta nova direção é composta por académicos profundamente conhecedores da política norte-americana e da relação histórica entre os dois países.

Há muito que o investigador terceirense Miguel Monjardino tem colaborado com a Fundação Luso-americana, por isso, se a sua nomeação no Conselho de Curadores não surpreende, ela não deixa de augurar bons auspícios. Atrevo-me a dizer que a Terceira elogia esta nomeação. 

3. Quando um socialista se torna liberal e vice-versa

            Em Portugal, o tempo tem demonstrado que a política tem muito mais de conveniência do que de ideologia. Mais do que a convicção nas ideias, da coerência nas propostas, do rigor na ética, é a ascensão social e profissional ou a simples ideia de soberba que sustentam os princípios fundamentais de atuação política.

            Para ilustrar esta tese, não faltam exemplos de ex-ministros do Partido Socialista que transitaram da política para a esfera privada - para as chamadas empresas do regime -, ficando como administradores, auferindo salários chorudos e defendendo com unhas e dentes as “suas” empresas que estranhamente beneficiaram de privilégios no tempo em que estes senhores eram governantes. 

            Do outro lado do espectro partidário, não faltam exemplos de políticos liberais que na oposição defendem intransigentemente a sua matriz ideológica, mas uma vez no poder tentam formatar toda uma sociedade no que respeita aos costumes e hábitos sociais. 

            Há situações perfeitamente explicáveis, quando se trata de autopromoção, mas há outras, como aquelas a que assistimos com o atual governo - quando pretende proibir o fumo em tudo quanto é sítio ou limitar o número de animais nas casas das pessoas -, que são absolutamente absurdas e atentatórias às liberdades individuais; precisamente o contrário do preceito liberal.

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