Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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Localização: Praia da Vitória, Terceira, Portugal

terça-feira, julho 28, 2009

Bonnes Vacances


Puta Madre

Segundo um estudo da Universidade de Salamanca:
Eles e Saramago que vão para outro lado (isso para não dizer caralho)

Sinto-me envergonhado

Mesmo depois de provados os actos, esta professora volta para a escola. A DREN e sindicatos dizem que se deve respeitar o resultado do julgamento que deu pena suspensa.
Se houvesse uma lista das derrotas da justiça portuguesa seria do tamanho de um dicionário.
Ainda para mais com todos os pormenores que constam no Correio da Manhã, não vai haver condições dignas para trabalhar e estudar nesta escola.

sábado, julho 25, 2009

Um outro mundo


Já estive em Las Vegas (sorte a minha; só espero voltar lá ainda neste século) e na verdade o guião até nem está muito longe da realidade.
No seu livro American Vertigo, Bernard-Henri Lévy mostra-se desapontado por não ver tanta promiscuidade sexual como é fama naquela bandas.


Importante sublinhar que a decadência da bebedeira, da prostituição e pornografia não estão em cada esquina. Há algum recato, sítios devidamente referenciados e muita confidência. Obviamente, não os vi por falta de tempo e dinheiro e sobretudo porque Vegas não só oferece os jogos de casino como também inúmeras actividades culturais e turísticas (sim, culturais).


Desde o filme 21, What Happen in Vegas e agora Hangover, Vegas uniu-se com Hollywood para se auto-promover. Veremos o que dirão as estatísticas.

quarta-feira, julho 22, 2009

O que se ouve por aqui


Jason Aldean, Wide Open (2009)

Socialismo de Pacotilha

Eis uma forma repugnante de os socialistas encararem o papel do Estado na economia:

Para os socialistas, há dois tipos de desfavorecidos: os pobres e as grandes empresas. As PME que se amanhem.

domingo, julho 19, 2009

Começar a manhã com um sorriso

Bernard-Henri Lévy
O texto é bastante violento vindo de um socialista tão notável. O filósofo francês chega a fazer a comparação histórica com a extinção do Partido Comunista francês.
Pode ser que alastre até outras fronteiras.

sábado, julho 18, 2009

Tradições que não se perdem

Se há uma coisa em que os socialistas açorianos deixarão como legado aos seus sucessores é a estratégia política e económica para os transportes marítimos.
Todos os anos, a tradição volta à linha, isto é problemas com a vinda dos barcos, atrasos, cancelamento, avarias, ilhas mais pequenas prejudicadas, assobiar para o ar, dizer que é azar e que o governo anda tem a ver o assunto, etc.
Se a empresa Betwin fizesse uma aposta sobre qual a hipótese de sucesso nas operações de transporte marítimos de Verão, seria 100 contra 1 a defender o desastre. Pois é, mas ninguém faz apostas deste género, quando se tem a certeza sobre qual o desfecho. DEmasiado óbvio.

É também por isso que César junior não deveria nunca ser deputado

Francisco César, filho do presidente, Carlos César
Esta ferramenta foi muito útil para os deputados socialistas insultarem os deputados da oposição. Deve ser com esse objectivo que César júnior pretende atrair os jovens para os assuntos políticos.
Se César júnior pertencesse à juventude anónima, rir-se-ia do que acaba de escrever: o episódio do Twitter ainda descredibilizou mais os políticos portugueses.
Mas a minha percepção das coisas, induz-me a pensar que os jovens preferem ver a SIC Radical e os programas de Wrestling onde há "consequências pelas atitudes tomadas em tempo real" do que assisitir a discussões frívolas e insultos cobardes proferidos pelos deputados.
O episódio do Twitter só serviu para mostrar aos jovens que, para além da pornografia, os deputados portugueses conhecem muito pouco o potencial da Net.

sexta-feira, julho 17, 2009

Assim, não

Tanto que se fala em renovação dos agentes políticos, mas é só na teoria.

quinta-feira, julho 16, 2009

Uma grelha de avaliação que mais se parece com um blogue

É impressionante o número de vezes em que houve alterações no novo estatuto dos professores e respectiva grelha de avaliação.
Pior: não me parece que este imbróglio tenha chegado ao fim, visto que, à primeira vista, a avaliação aos professores dos Açores é bem mais exigente do que aquela feita os professores do continente. Os sindicatos não deixarão que isso passe despercebido.
No meio desta confusão, ninguém fala no ex-Secretário da Educação, Álamo Meneses, que foi o precursor desta confusão toda.
Agora, como Secretário do Ambiente, não tem qualquer problema em desautorizar a sua colega de governo, como se nada tivesse a ver com o assunto.
Em Setembro, a luta continua. Tudo em prol de ............. não sei. Deve ser dos professores.

Uma nova questão fracturante

Eu sei: para quem está há 30 anos no poder é controverso. mas não deixa de tocar na ferida.

terça-feira, julho 14, 2009

Vindo de um hispânico até se percebe

Até concordaria com isso tudo, se não tivéssemos problemas bem mais urgentes para resolver na educação portuguesa.
Para mim (como diz o jogador Figo), em Portugal, o ensino do espanhol com as crianças é descabido tendo em conta as semelhanças linguísticas entre as duas línguas ibéricas. Faz sentido, num nível avançado para alunos que vão estudar para Espanha ou profissionais portugueses que vão trabalhar para lá. Mas não começar em tenra idade.
O verdadeiro desafio na escola é o de criar currículos opcionais, no sentido de dar alguma liberdade de escolha aos alunos, no que respeita à oferta de línguas estrangeiras, de áreas dedicadas ao trabalho manuais ou artísticas, por exemplo.
O mar tem de se tornar uma disciplina obrigatória nos Açores, desde a parte desportiva à mais teórica como a história dos baleeiros até algumas noções de navegação marítima. A região ainda não deu o devido valor a esta riqueza sem igual no mundo que está tão perto de nós mas ao mesmo tempo longe da vida quotidiana dos açorianos, a não ser, infelizmente, por razões estivais como em qualquer lado do mundo.

segunda-feira, julho 13, 2009

O vira o disco e toca o mesmo do PS Açores




Isto só pode ter sido escrito fruto do desespero:

“Todos sabemos que é o PSD de Ferreira Leite que se opõe ao nosso Estatuto de Autonomia, invocando até a sua inconstitucionalidade no Tribunal Constitucional”


Esta coisa política do "só nós é que sabemos fazer as coisas" tem de acabar de uma vez por todas.

domingo, julho 12, 2009

Paraíso Perdido XXIV


Política Hi5

Alguma imprensa tem noticiado a possibilidade de o Twitter ser premiado com o Nobel da Paz. Por causa das manifestações no Irão, esta ferramenta da Net tem ajudado a população iraniana a divulgar para o mundo as barbaridades cometidas pelo regime de Ahmadinejad após as contestações aos resultados das eleições. Nos Açores, o Twitter é usado como arma de arremesso político contra os adversários. Eis uma nova forma que os políticos portugueses encontraram para ainda serem mais descredibilizados juntos dos eleitores, os tais que ficaram em casa em vez de votar e que deveriam ser punidos por tal.

Os recentes incidentes decorridos na Assembleia Regional não devem ser vistos à luz da liberdade de expressão ou da falta dela. Este argumento é falacioso, pois não é essa a questão. A questão é mais profunda. Ainda que pouco estudadas, as redes sociais da Internet alteraram as relações humanas. O que aconteceu com os deputados açorianos é prova de que estas novas tecnologias têm um grande poder de influência para o bem e para o mal. Vivemos num tempo em que ainda não existe regras claras sobre o seu bom uso. O que se pede é algum bom senso por parte de quem utiliza estas ferramentas. Mas, infelizmente, os representantes do povo não tiveram o bom senso recomendado.

É verdade que o Twitter, tal como o Facebook ou o Hi5 entre muitas, subverteram todo o tipo de relações entre as pessoas. Deixou de haver o contacto frontal entre quem comunica; deixou de se olhar olhos nos olhos. Tudo se tornou mais fácil e ficcionado: as amizades, os namoros e, agora, os insultos políticos.

Se a ausência prolongada do Presidente do Governo Regional nas sessões parlamentares não causa grande transtorno para a democracia açoriana, não vejo o mal de os deputados debaterem doravante as questões da região a partir do seu computador na sua respectiva ilha. No poupar está o ganho.





Justiça à portuguesa

Não é só a política que está a passar por um mau momento em termos de credibilidade. A justiça portuguesa não fica atrás e nota-se cada vez mais a existência de dois tipos de justiça: a dos ricos que podem pagar a bons advogados para fazer valer os seus direitos e a justiça dos que fazem greves de fome para se fazer valer dos seus direitos.

Uma democracia digna desse nome não pode permitir este tipo de situações vergonhosas. Um país não pode ser sustentável se os seus cidadãos têm de recorrer à imprensa para reclamar os seus direitos porque as instituições da justiça não funcionam. E a justiça não pode ser reactiva, ficando-se pela correcção dos seus erros se algo de negativo é divulgado nos jornais, sem demais consequências.

Alguns crimes graves como os homicídios podem prescrever, mas se for de outro tipo, nomeadamente de foro político, têm sempre validade nem que seja 14 anos depois. Bem precisavam os agentes da justiça do Twitter para apressar os processos e as alegações finais.





Entrega de notas

A sociedade queixa-se do divórcio dos pais com a escola, de uma certa negligência que estes demonstram em relação à vida escolar dos seus filhos. Por mim, prefiro falar daqueles pais chatos que ligam constantemente aos directores de turma para saber da situação do seu rebento; prefiro referir-me àqueles que manifestam a sua preocupação pelos bons resultados do seu filho junto do director de turma; prefiro exultar-me perante aqueles pais que choram em frente a um desconhecido professor pelo facto de constatarem que a sua criança está a crescer e de terem medo de a perder. Estes pais merecem que percamos tempo e dinheiro com eles. Se alguma vez eu chorasse por causa da Educação, não seria de certeza por causa das políticas deste ou daquela ministra. Lágrimas de alegria teria eu graças a estes pais e à esperança que criam em mim nos momentos de incerteza quanto ao futuro dos nossos alunos e vossos filhos.

Não é hábito meu, mas desta vez quero dar uma palavra de apreço a todos os efectivos da Escola Secundária Vitorino Nemésio, desde o Conselho Executivo até aos auxiliares por me terem mostrado que o local de trabalho se pode transformar numa segunda casa.

sexta-feira, julho 10, 2009

Força irmão!



Esta noite, no Teatro Micaelense em Ponta Delgada

domingo, julho 05, 2009

Paraíso Perdido XXIII


A possibilidade de uma ilha

Nos primeiros mandatos de Mota Amaral enquanto presidente do Governo Regional dos Açores, um dos primeiros objectivos para moralizar a autonomia foi o de descentralizar o poder político. Desde as Secretarias Regionais à Assembleia Regional, os dois grandes partidos de poder – PS e PSD – acreditavam que a democracia açoriana funcionaria melhor atendendo a uma distribuição de poderes por diversas ilhas. Acreditava-se também na possibilidade de um desenvolvimento harmonioso do arquipélago, em que nenhuma ilha ficaria para trás. Presentemente, o receio da centralização de poderes e instituições na ilha de São Miguel, e a necessidade de aumentar os apoios para as ilhas da coesão provam que a região encontra-se numa crise existencial profunda.

Não vejo nenhum mal que o actual governo defenda certas medidas centralistas em nome da poupança e de uma boa gestão dos recursos económicos e humanos. O que falta é discutir o que mais se pode fazer para gerir melhor os dinheiros públicos da região. Não será melhor equacionar as vantagens de recolocar todas as secretarias e direcções regionais numa só ilha? O que é mais dispendioso: a Assembleia Regional situada no Faial ou em São Miguel? Não convém esquecer o lamentável incidente com o deputado do PPM eleito pelo Corvo que exigia um local próprio para exercer as suas funções e não a sua casa como os seus antecessores faziam anteriormente.

À parte as questões políticas, existe o mesmo problema em termos de estratégia económica. Por que razão uma ilha há de ter vários centros de saúde, em vez de concentrar os recursos numa só unidade de saúde, melhorando assim o serviço? Por que razão uma mesma ilha há de ter marinas em tudo quanto é vila quando o proveito dessas é insignificante?

Os exemplos de mau gestão governamental pululam pelas ilhas, por isso torna-se complicado perceber o governo regional cada vez que usa o argumento da poupança. Mas os políticos preferem os faits-divers do que certas verdades incómodas. Em vez de se discutir a essência política da região, prefere-se perder tempo debatendo se o hastear da bandeira açoriana em quartéis militares deve ser obrigatório ou não à luz do tão querido novo Estatuto.




Brincar ao Código da Vinci

No discurso político, pede-se clareza e objectividade. Ultimamente, a moda é a de falar verdade, o que indirectamente acaba por sugerir que tudo o que foi dito até agora era mentira. Mas se há uma coisa em que os políticos são exímios é a de falar por códigos, desafiando os mais astutos na arte da criptografia.

Durante a visita do Governo Regional à Graciosa, numa espécie de acto de humildade ensaiado, Carlos César falou sobre os malefícios que acarreta a permanência prolongada no poder. Afirmando a necessidade de renovar os agentes políticos, o discurso acabou por criar alguma perplexidade junto dos mais atentos à coisa política. Para quem era direccionado?

Bem podia ser uma resposta à entrevista de José Contente na qual defende a legalidade jurídica de um novo mandato de César à presidência. A crise no PS Açores por causa da sua futura liderança está lançada. Apesar da tentativa do Secretário Regional em apaziguar algum entusiasmo interno, a questão não se resume ao aspecto legal; a questão é simplesmente política. E Carlos César entendeu isso. Por isso, por uma questão de coerência e sobretudo de moralidade política sabe que não pode falar em renovação e ao mesmo tempo colocar-se a hipótese de uma recandidatura ao cargo.

Sem receios e de forma democrática, o PS Açores tem de criar todas as condições para que apareça um sucessor que se baseie nos princípios ideológicos do partido. É demasiado presunçoso achar que os outros não têm preparação ou estofo para o cargo. É preciso dar oportunidade ao pior e ao melhor que a democracia propicia. Se já não há empregos para a vida, por que razão haveria de existir cargos políticos vitalícios?

Concordo

Miguel Sousa Tavares em entrevista acerca das redes sociais na Net:


Sobre os blogues, já não tenho a mesma opinião. Afinal, só lê os blogues quem quer.