Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

A minha fotografia
Nome:
Localização: Praia da Vitória, Terceira, Portugal

domingo, fevereiro 28, 2010

Bela crónica

"As falhas dos homens eternizam-se no bronze; as suas virtudes escrevem-se na água"
Shakespeare
O contexto em que Ferreira Fernandes emprega esta citação é fabuloso.

Paraíso Perdido T2C23


Crescer numa creche



A DECO apresentou recentemente os resultados de um estudo efectuado sobre as creches e jardins-de-infância portugueses. As conclusões são preocupantes e por isso devem ser discutidas por todas as pessoas ligadas directa ou indirectamente a estas instituições.


Das conclusões tiradas, não me parece que a principal preocupação se deva centrar no facto de as crianças verem muita televisão nas creches. É indiscutível que para tudo é preciso moderação e que as crianças requerem actividades nas quais participem activamente e que as incitem à descoberta do seu meio, ao desenvolvimento da imaginação e à interacção com outras crianças e até adultos. É também óbvio que isto irá depender dos profissionais que trabalham com as crianças e das estratégias educativas que as instituições praticam. Agora, uma coisa é certa: só podemos louvar todos aqueles que partilham o dia-a-dia das nossas crianças; só podemos elogiar profissionais a quem confiamos os nossos filhos. Mas, como são profissionais, exigimos que os tratem e participam na sua educação da melhor forma. Aqui reside parte do problema.



A nossa sociedade obriga-nos a despender o dia todo no trabalho. Os pais têm pouco tempo para os filhos e quando estão com eles nem sempre o aproveitam da melhor forma. Esta é a nossa sociedade moderna. O mais aterrador nisto tudo é observar que o papel dos pais se resume praticamente à procriação e ao sustento dos filhos. A parte mais importante, que é constituída pela educação e pelos afectos, tornou-se da competência de instituições de educação, desde a creche até ao ensino secundário. Por outras palavras, é o Estado que toma conta das nossas crianças e o facto de se discutir nas escolas a introdução da disciplina de educação sexual e outras disciplinas que estejam relacionadas com os valores pelos quais as crianças e jovens se devem reger prova que não são os progenitores que se demitiram do seu papel; o Estado é que “raptou” as nossas crianças. O Estado decidiu que os pais não são capazes de educar os filhos da Nação e que só “Ele” sabe educar melhor do que qualquer cidadão. Os pais nem tempo têm para se aperceber disso.



Os países escandinavos conseguiram manter altos índices de produtividade sem diminuir o tempo de que os pais precisam para viver com os seus filhos. Talvez fosse bom que os nossos políticos fizessem lá visitas de estudo.



Aprender a ser pai



Não é fácil ser-se pai neste século XXI. Apesar de existir dezenas de revistas e centenas de livros publicados, programas radiofónicos, televisivos e cibernéticos sobre o tema, educar uma criança já não é como antigamente. De um autoritarismo muitas vezes violento se passou para uma permissividade perigosa. Alguém convenceu o mundo civilizado que a democracia também funcionava numa família onde todos podiam ser iguais em direitos e deveres.



Não se defende aqui o regresso aos castigos corporais e às humilhações psicológicas. Defende-se aqui o regresso dos pais à figura de autoridade, mas de forma construtiva e pró-activa. Não, as crianças e os jovens não se podem deitar quando querem, nem fazer sempre o que lhes apetece. Em casa, deve haver regras e rotinas instituídas pelos pais, explicadas aos filhos. As consequências do não acatamento dessas regras devem ser claras e imediatas e isto serve para todas as crianças mesmo que muito novas. Mas estarão os pais preparados para tal? Saberão os pais como se deve implementar todo este sistema?


Quantos casais passam por problemas, inclusive conjugais, por não saber como lidar com os filhos? Quantos filhos desenvolvem problemas psicológicos por causa da separação dos pais mas cuja triste razão do afastamento foi na verdade provocada, se bem que inconscientemente, pelos próprios filhos? Quantos jovens acham que os pais lhes devem tudo menos entrar no quarto e na sua vida pessoal? Quantos pais acham que o seu filho está a ir por maus caminhos mas não conseguem convencê-lo a retroceder? Quantos pais desesperam por pensar que estão a falhar na educação dos seus filhos?


Nunca os progenitores estiveram tão preocupados com as suas progenituras, mas nunca se sentiram tão desarmados perante um desafio que parece ultrapassar-lhes. Perante todos estes problemas, e com a intromissão de um Estado asfixiante, a demissão dos pais na educação dos seus filhos torna-se cada vez mais uma solução.

sábado, fevereiro 27, 2010

Uma diplomacia de meter dó

Por mandar os outros fazerem guerra santa contra a Suiça, Kadhafi não só é um chefe de Estado altamente perigoso como também cobarde.
E a UE sempre mansinha na condenação das palavras do líbio...

Greve da Função Pública no dia 4 de Março

Não contem comigo.

A extrema-Esquerda em Portugal

Vasco Pulido Valente, no Público
Da Direita também não diz coisa boa, mas parte do princípio de que são partidos de Direita.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Parabéns à Fundação Manuel dos Santos

Como conhecer melhor o nosso país dos últimos 50 anos até agora.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

And the story goes

domingo, fevereiro 21, 2010

Paraíso Perdido T2C22



Presidentes à deriva

O anúncio da candidatura de Fernando Nobre para a presidência da República foi recebido como uma hecatombe pelas hostes do candidato Manuel Alegre. A hipótese de unir a esquerda durou umas curtas semanas e, com esta nova entrada, aumentou a probabilidade de Cavaco Silva ser reeleito.


Os dois candidatos oficializados são, sem sombra de dúvidas, homens de grande valor e de mérito. Porém, apesar de declararem que concorrem para o bem deste país, apenas transparecem a intenção de impedir a continuação de Cavaco Silva. Com duas candidaturas fortes, a Esquerda divide-se, perdendo força. O facto de a imprensa revelar uma tensão emergente entre os dois candidatos reforça essa ideia. Aliás, neste momento Manuel Alegre deve estar profundamente arrependido por se ter recandidatado, tendo em conta que as perspectivas são semelhantes às de há quatro anos atrás: uma Esquerda, dois candidatos fortes, um PS dividido e um Bloco de Esquerda a servir de muleta incómoda. A única diferença prende-se talvez com o facto de Alegre já não ser a novidade, o que diminui ainda mais as expectativas sobre o histórico socialista, transpondo-as para o presidente da AMI.


Com o aparecimento de Nobre, a esperança de ter o PS unido em volta de Alegre acaba por ficar gorada. Bem pode culpar Mário Soares por ter incitado Fernando Nobre a entrar na corrida, mas o facto de Alegre não ter tido o apoio imediato do Secretário-geral, José Sócrates, mal anunciou a sua candidatura, prova que os ressentimentos ainda estão bem presentes. E, ensombrando ainda mais o cenário, parece também que já não interessa ao Bloco apoiar Manuel Alegre, pois comparando com Fernando Nobre, Alegre deixou de ser um candidato totalmente independente. Só o Partido Comunista se pode rir desta situação incómoda porque não se precipitou em anunciar quem irá apoiar. De facto, o mais provável que pode acontecer a Manuel Alegre é ficar em terceiro lugar, atrás de Fernando Nobre.





A decadência dos Verdes

De um simples movimento ecologista simpático, preocupado com o ambiente, os Verdes transformaram-se num partido político e assumiram a sua verdadeira ideologia até então ignorada. Actualmente, diz-se que os verdes fazem lembrar uma melancia, pois são verdes por fora, mas vermelhos por dentro, o que significa que os Verdes estão muito próximos dos comunistas. A verdade revelou-se para mal de quem acreditava no movimento ecologista. Mas a verdade veio ao de cima sobretudo com a crescente denúncia do mito ecologista.



A ecologia tornou-se uma mina de ouro, o que vai de encontro aos ideais do movimento ecologista tido como amante genuíno da natureza e constituído por pacifistas militantes. Os ecologistas foram os primeiros a denunciarem os atentados contra a natureza cometidos pelo Homem. Foram os primeiros a sensibilizar as pessoas para o problema da poluição atmosférica, para a necessidade de reciclagem e do aproveitamento dos recursos naturais. Foi, contudo, também por causa deles que a ecologia se radicalizou, transformando-se no que muitos defendem ser uma nova religião.


Na sua ingenuidade, os ecologistas foram enganados por alguns empresários e muitos cientistas que perceberam que podiam ficar ricos com este negócio. Os governos fecharam os olhos e esbanjam dinheiro dos contribuintes em energias renováveis porque o politicamente correcto impera e o povo anda apavorado com o apocalipse chamado “aquecimento global”.


Não obstante haver um maior número de personalidades a manifestarem cepticismo em relação à revolução ecologista, os Verdes continuam a antever um futuro bem negro para a Humanidade, refugiando-se num passado glorioso e numas teorias fantasistas, enquanto outros se deitam numa cama dourada à custa deles.

Resposta a um post do Tibério

Meu caro Tibério,

A opinião é minha, porque vários jornalistas ma pediram, pois já sabiam o que eu achava do Conselho de Ilha da Terceira, e friso bem, da Terceira.

Já expliquei que nesta ilha, ele não funciona justamente porque está demasiado politizado e os interesses da ilha acabam por ser prejudicados ou não devidamente realçados. Apesar de o Tibério se apoiar no Regime Jurídico que determina as competências do Conselho, este acaba por deturpar os objectivos genuínos de um conselho de ilha que é unir as forças vivas da ilha, sendo uma espécie de lobby junto do Governo Regional. Provavelmente, o problema está na lei. Em São Miguel, desde 2002 que não se reúne e pelos vistos não faz lá muita falta.

Nos últimos anos, tem-se verificado situações embaraçosas nas reuniões e os únicos momentos em que o CI demonstra unidade é quando é para aprovar decisões óbvias. Como Miguel Azevedo disse, e bem, noutros momentos, os mais importantes, são aquelas figuras tristes que ele descreveu.

De mais a mais, o Tibério não referiu algo que acho importante que é o facto de o CI andar a reboque dos acontecimentos, apesar de ser constituído por gente detentora de informação privilegiada. O CI tem sido levado pelos acontecimentos, não tem definido uma agenda própria e coerente. As reuniões mais parecem pró-forma do que outra coisa.

Repare que nas outras ilhas, o CI funciona e é ouvido com atenção pelo Governo que faz questão de se reunir de cada vez que enceta visitas oficiais. Lembro-me que no CI do Pico e da Graciosa as reuniões nem sempre foram pacíficas porque o CI privilegia a ilha antes de outros interesses como os políticos ou concelhios.

Será interessante ver a nova constituição do CI e o que irá defender a propósito do cais de cruzeiros para a ilha. Como sabe, não tenho opinião formada, mas acho que Carlos César precipitou-se ao dizer que seria em Angra, sem deter bases técnicas para tal. Por outro lado, até foi bom: a sociedade civil da Terceira despertou!

Quanto àqueles que dizem que procuro protagonismo, não fui quem ligou aos jornalistas, somente respondi ao que me perguntaram.

Para que fique registado

Apesar de a petição para os voos entre a Terceira e o Porto circular online:
nem eu, nem o Grupo Amigos da Terceira estamos relacionados com ela. No entanto, não deixo de a subscrever, pois vai ao encontro daquilo que defendemos.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Como eu agora entendo


Rui Moura em Mitos Climáticos

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

"Meu rico PS"

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Este não fugiu

Lembram-se de quando Durão Barroso foi convidado para Presidente da Comissão Europeia, toda a Esquerda o insultou por fugir às suas responsabilidades.
(Em poucos meses, depois das últimas eleições, viu-se que o PC e do Bloco não têm ponta por onde se pega a não ser contribuir para abandalhar mais este país, por isso a opinião deles não conta).
Desta vez com Vítor Constâncio, para a tal Esquerda, já não é a mesma coisa. Apesar de haver grande descontentamento pelo papel desempenhado enquanto Presidente do Banco de Portugal, a sua indigitação como vice-presidente do BCE é uma honra para Portugal. Claro, não é a mesma coisa. Ainda se dá ao luxo de se sentir amargurado.
Com o tempo, os portugueses perceberam que os políticos portugueses não acertam quando se trata de liderar Portugal, mas qunado se trata de ir para fora são os melhores deste mundo. Vê-se bem que este país é uma terra de emigrantes.
Para seres reconhecido, vai para fora.

O problema não é ele (Sócrates)...

São eles (jornalistas) e nós (o povo que acha que algo cheira mal nesta trapalhada toda).

Mário Soares no DN.
Um bom mentiroso é que aquele que nega sempre, mesmo com a corda ao pescoço ou em frente a um pelotão de fuzilamento.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Mais expropriação, mais miséria

Porque será?

domingo, fevereiro 14, 2010

Três candidatos a Primeiro-ministro

Começou bem, mas durante as campanhas eleitorais enveredou pelo caminho das intrigas dentro do partido o que prejudicou o PSD e alimentou a divisão interna (contudo, gosto da sua visão liberal).


A estrela em ascensão do partido que numa semana mostrou que não olha a meios para atingir os fins. O anúncio da sua candidatura foi deselegante para com o Aguiar Branco e a sua prestação de um minuto no Parlamento Europeu para enxovalhar Portugal só contribuiu para denegrir o país e alimentar o seu ego (contudo, gosto da sua oratória).


Um homem de palavra sério e certeiro nas palavras, não só no conteúdo como na oportunidade. De uma lealdade de ferro e sobretudo competente. Tem a vantagem de ser líder da bancada o que lhe permite esgrimir directamente argumentos com o governo (tal como aconteceu com Rangel no passado recente, catapultando-o para o estrelato político).

Por enquanto, Aguiar Branco tem o meu voto.

Nota: o primeiro nome é José, o que na teoria de Durâo Barroso é promissor.

sábado, fevereiro 13, 2010

Em Portugal, não há censura, mas há isto

"[...] A Dinamarca, Finlândia e Irlanda são as primeiras colocadas no ranking. No entanto, de acordo com a Repórteres sem Fronteiras, os países europeus vêm caindo na classificação ao longo dos anos. Portugal está em 30.º lugar, quando no ano passado, era o 16.º colocado."

Existe uma grande diferença entre liberdade de imprensa e liberdade de expressão, muito defendida nos blogues. Nós (bloggers) somos o receptáculo daquilo que lemos, ouvimos e vemos. Se já exisitir filtragem no emissor, o receptor, sem o saber, tem a sua opinião à partida condicionada.

PTGATE

Muitos se lembram do escândalo de Watergate que acabou com a demissão de Nixon. Os dois jornalistas que investigaram o caso ainda estão vivos e ninguém, a não ser os visados da altura, pôs ou põe em causa o tipo de jornalismo que fizeram.

Em Portugal, está a acontecer algo de parecido (em termos de investigação jornalística), mas compreendo que perante a gravidade do caso que envolve o Primeiro-ministro, administradores da PT e empresários de renome, parte da população fique perplexa, indignada ou revoltada.

Do PS esperava-se união em torno do seu líder contra aquilo que muitas pessoas, incluindo socialistas, dizem ser uma tentativa de assassinato político e de carácter na pessoa de José Sócrates. Contudo, o PS, tal como parte da população interessada no caso, não sabe o que fazer. Por mais que Sócrates negue, as suspeições e as evidências apresentadas nos jornais tornaram-se insustentáveis.

Como chefiar um governo e representar o país quando as manchetes dos jornais o chamam de mentiroso? Deixou de haver legitimidade política, moral, ética para continuar a exercer o cargo. Mas Sócrates pode continuar, aguentando as investidas semanais que a imprensa lhe fará. Até que o tempo de o Presidente da República dispõe para o demitir chegue.

Isto é a forma, mas o conteúdo? O conteúdo mostra que o poder político tentou ir para além das suas competências ao querer condicionar a imprensa portuguesa de uma forma rebuscada, mas na verdade pouco inteligente.

Para aqueles que falam em censura e alegam que ela obviamente não existe, porque é impossível exercê-la num país como o nosso, encaram o conceito na sua forma tradicional, colada aos regimes totalitários. No entanto, para este caso, deve-se falar em tentativa de condicionamento da liberdade de expressão e informação nos meios de comunicação social. De forma engenhosa e maquiavélica, a tentativa de usar uma empresa a bem dizer estatal (a PT é detida em golden-share pelo Estado) para poder controlar meios de comunicação social, ainda para mais aqueles que eram tidos como avessos ao governo, só pode fomentar suspeitas legítimas e desencadear toda esta investigação jornalística.

Este problema revelou, no entanto, algo de mais aterrador para os partidos de Esquerda, sobretudo o Partido Socialista: um Estado demasiado grande, presente e intromisso na sociedade condiciona a liberdade dos cidadãos, porque impede a verdadeira liberdade de informação e opinião, limita o empreendedorismo e a iniciativa privada, e favorece a corrupção estatal e o compadrio político e económico.

É impossível haver Liberdade com tamanho peso do Estado na sociedade

Muitos empresários têm medo do Estado ou esperam do Estado um permanente apoio, seja ele para ganhar concursos públicos, seja por receio de represálias. O Estado, que é representado por políticos afectos a partidos, obtém em troca a colocação de quadros partidários nas administrações públicas ou privadas. A tentação em querer controlar tudo e todos nasce natural e inconscientemente. O poder cega, o poder embriaga.

Para estes, mais Estado significa maior controlo sobre as empresas e em consequência mais apoio às pessoas. Este pensamento é errado e a sua concretização fatal; o que hoje está acontecer é prova disso. Mas a crise em que Portugal está atolado potencia esta situação, porque quem chefia o governo quer ajudar toda a gente, não só por questões eleitorais, mas porque simplesmente acha que só o Estado é que tem capacidade para resolver todos os problemas do país. Então, o Estado transforma-se numa bola de neve, que aumenta à medida que vai apoiando empresas e pessoas. Como o dinheiro é dos contribuintes, estes exigem que seja bem aplicado, o governo dá, mas quer algo em troca, mesmo quando a contrapartida impede o mercado de funcionar.

Esta situação aparece num período de grande crise económica e social e por isso é absolutamente inédita. Ninguém esperava isso.

Temos de nos preparar para o pior. A crise política começou. A intriga política entre os PSD e o Governo que existiu neste princípio de mandato não passa de uma brincadeira ao pé do que se avizinha.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

O Sol desta sexta traz uma notícia interessante

Para arrumar de vez com a questão


In M&P, Sofia da Palma Rodrigues, 29.01.2009

E agora esta

"Em comunicado a Subcomissão de Trabalhadores da RTP/Açores considerou, terça-
-feira, “urgente” averiguar a alegada ingerência do poder político na informação e
alinhamentos do canal público regional, no seguimento de uma denúncia do PCP."

A ingerência do poder política na informação de qualquer órgão de comunicação social é para mim inaceitável mesmo num canal público. Quanto aos conteúdos já não digo o mesmo: o problema é o facto de ser público. Neste caso, é sabido que o poder político tem grande influência.

Basta ver nos créditos finais de vários programas da RTP Açores o patrocínio do Governo Regional por intermédio ou da sua Presidência ou das suas Secretarias.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Caro Tiago R,

Antes de mais, é preciso esclarecer que não sou contra as touradas onde a tradição já existe, mas também não sou nenhum aficionado. Somente dou a minha opinião, não a imponho.
No meu perfil é dito que sou da Praia da Vitória, por isso sim, já vi touradas à corda. Nunca vi touradas de praça ao vivo e nem tenciono ver.

Agora, a lógica comunista em relação a esse assunto desconcerta-me: as touradas à corda não serão elas também fomentadoras de violência não só sobre o animal como também sobre o homem? Não háverá o perigo de as crianças assistirem também, e ao pé da sua casa, a “um espectáculo que é, pela sua natureza, sangrento" como diz Aníbal Pires?

Que eu saiba, o Governo Regional pode ter algo a dizer sobre programas de tauromaquia emitidos pela RTP Açores (o director da estação regional já teve de se deslocar à Assembleia dos Açores para dar satisfações, mas estas de outra natureza).

A grande diferença é que quem vai às touradas de Praça é quem quer e quem pode. Na rua, para além do transtorno que acarreta a quem não gosta de assistir mas nada pode fazer, é de considerar que existe uma certa promoção gratuita e não controlada da violência (às tantas, dir-me-ão, quem não gosta que saia de casa ou feche as janelas e as cortinas quando houver tourada na rua).

Mas, pergunto, naquilo que defende o PC Açores, não haverá, talvez de forma inconsciente, uma abordagem populista por causa do receio de que o proletariado terceirense se insurja contra essa proposta e penalize o partido nas urnas?

Acho que não me chamou de tolo, mas sim, Tiago, tomara eu que o comunismo deixasse de existir em Portugal, tal como aconteceu noutros países da Europa. Mas este rectângulo – para infelicidade minha - ainda é um óptimo reduto para esta ideologia que para mim morreu quando percebi (não vou falar nas experiências sociais que já mataram milhões de pessoas, nem em países como Cuba ou Coreia do Norte) que o Homem não quer ser igual ao outro: anseia ser melhor e ter mais do que o outro. E só com o Capitalismo se consegue emancipar as pessoas.
Henrique Raposo

Quando se faz, faz-se bem feito

E as touradas à corda?
Não é a mesma coisa, diz o líder comunista, porque "são divertimentos comuns que envolve a nossa comunidade".
What???
E as transmissões televisivas de touradas de praça?
Disso não fala.
Quando este partido tenta abordar outros assuntos que não sejam os dos direitos dos trabalhadores, demonstra uma insegurança e uma incoerência notáveis. Isto não é demagogia, é ódio ao ser humano.
Será nesta década que o PC português vai acabar?

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

O que é que Angola tem a ver?

Era bom que algumas pessoas explicassem onde querem chegar quando dizem insistentemente que o semanário SOL tem angolanos como accionistas.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Porcos, Estúpidos e Feios?

Feios não! Temos mulheres lindas!
A cada dia que passa, os mercados financeiros digladiam-se com acrónimos insólitos mas cujo objectivo é o mesmo: insultar países em dificuldades financeiras.
Já tinha falado em PIGS; agora ,é STUPID.

Quanto mais apertam, mais ele enlouquece

"As câmaras focavam Hugo Chávez passeando na Praça Bolívar, em pleno centro de Caracas, onde existe uma estátua equestre evocativa do fundador da Venezuela. Recebido por um grupo de simpatizantes, auto-intitulados "Anjos do Libertador", Chávez foi circulando pela praça enquanto fazia perguntas sobre os edifícios circundantes. Uma das pessoas que o acompanhavam era o presidente da câmara de Caracas, Jorge Rodríguez. Ao comentar-se que Bolívar tinha vivido num desses prédios, pouco depois de se casar, Chávez virou-se para Rodríguez, perguntando-lhe que destino fora dado ao edifício. Quando o autarca o informou que está hoje transformado numa loja, o Presidente disaparou de imediato: "Expropie-se!" E, segundo relata o jornal venezuelano El Universal, não tardou a dizer o mesmo sobre outros prédios da mesma praça."
Socialismo do século XXI, diz ele.
Ele que vá para o caralho e mais todos os anticapitalistas deste mundo

sábado, fevereiro 06, 2010

Paraíso Perdido T2C21


Os “porcos” da zona euro

A palavra ofensiva é uma tradução do inglês “pigs”. Esta última tem sido usada pelos diplomatas e jornalistas afectos às questões europeias para designar os países da zona euro que se encontram à beira da bancarrota, a saber Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha.
Dos quatro países mencionados só a Irlanda, o mais calado, é que tomou medidas drásticas quanto à redução da despesa e da dívida públicas sem ter de ouvir, com vexame, as recomendações de instituições ou de agências internacionais. Portugal (os governantes) agarra-se à ideia de que o seu problema não se compara ao da Grécia como se isso servisse de conforto. Os portugueses olham com estupefacção para o triste espectáculo que os políticos lhes dão: desde que António Guterres deixou o país num pântano que se ouve falar em crise. Já passaram 10 anos e agora sim é que estamos em crise! Depois de quatro governos terem passado por São Bento, a situação não só não foi resolvida, como até piorou. E piorou com um Primeiro-ministro que se vangloria de ter sido o campeão da redução do défice. Este país caiu de lá de cima da nuvem rosa para uma realidade bem negra. Tudo não passou de uma miragem criada pelo novo-riquismo socialista, deslumbrado com as tecnologias e obras faraónicas.

Os portugueses, por terem sido duplamente enganados, viveram acima das suas posses por demasiado tempo. Foram enganados por quem lhes vendeu o sonho de poder viver de forma abastada sem ter possibilidades para tal. E foram enganados por um governo que lhes disse que com ele o país estava em boas mãos, e para comprovar bastava ler as estatísticas. Como se viu, os números estavam errados. Segundo os especialistas e comentadores, quem deve pagar este desgoverno são os portugueses que supostamente produzem pouco para aquilo que ganham. Isto já não é triste, é indecente. Mas a tragédia só agora é que começou.


Para que serves, UE?

Barack Obama declinou o convite para participar na próxima cimeira entre os Estados Unidos e a UE. A imprensa europeia lança interpretações para todos os gostos: Obama não quer saber da Europa; Obama dá-se tão bem com a Europa que não precisa de vir; Obama tem muitos problemas em casa para resolver.


Desde que foi assinado o Tratado de Lisboa que a Europa, para além dos chefes de Estado de governo de cada país membro, tem também três presidentes. Entre um país pragmático que não gosta de perder tempo em conversas e uma união de países que muda de opinião em cada corredor, não é difícil perceber a razão da sua ausência.


A Europa ainda vai pagar caro a falta de solidariedade que tem demonstrado para com os quatro países que se encontram à beira da bancarrota. Fará sentido ter tantos presidentes e primeiros-ministros para uma União Europeia estagnada que somente sabe atiçar intrigas e suspeições políticas?

Imagine

Imagine que vai ao restaurante do hotel Ritz em Lisboa e, numa das mesas, depara-se com Tony Soprano que se encontra a almoçar com dois amigos. No meio do tom jovial com que os três senhores se manifestam perante as outras mesas, ouve Tony Soprano dizer mal de uma pessoa que você conhece, ao ponto de declarar que se deve encontrar uma solução para que este deixe de incomodar. Conhecendo o historial de Tony Soprano, não se sentiria obrigado a contactar a pessoa em causa para a informar do que ouviu?

Não, longe de mim dizer que José Sócrates é um mafioso. Somente faço uma analogia entre um acontecimento real, que de facto envolve o Primeiro-ministro, e algumas cenas da famosa série de televisão. Não há semelhanças. Aliás, para além das personagens, a outra diferença é que se Tony Soprano resolvia os seus problemas com uma pistola e a loja do talho, o outro resolve usando os poder que o cargo lhe confere. De mais a mais, por ser quem é, o primeiro tem de ter cuidado com o diz em público, o segundo, por ter o cargo que tem, está ao abrigo da liberdade de expressão.

Quem cai primeiro?


sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Brincar com o povo

PIGS

É este o nome que diplomatas da UE e jornalistas dão aos países da zona euro à beira da bancarrota:
Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha.
É um vexame, sobretudo para tem as sua contas em dia e nunca viveu para lá das suas posses.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Esta noite, começo a despedida


Eles que vão para o caralho

Este é o tipo de medidas para combater a crise?

Nem sei o que dizer

Eis a manchete do DN esta manhã:


Eis o resultado no fim da tarde de hoje:

PS deixa cair proposta para divulgar rendimentos dos contribuintes

terça-feira, fevereiro 02, 2010

A história é um círculo vicioso

Patético

Uma imagem que diz tudo sobre este Primeiro-ministro.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Lamento, mas o mundo não pode funcionar assim

PS Açores: nova presidência

Boa forma de iniciar um novo mandato na presidência dos socialistas açorianos.
Quem disse isto está no poder desde 1995.