Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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sexta-feira, março 30, 2012

Como fazer os alunos chorar


Após o estudo do livro de Manuel Alegre, Cão Como Nós, encerra-se com o filme norte-americano Hachiko.

domingo, março 25, 2012

Até que a vida nos separe


Para mim, o divórcio é daqueles temas que me faz lembrar certas doenças: ninguém está imune a que um dia passe por isso. Não quero falar sobre as causas, mas quero abordar mais as implicações que a decisão de um casal em se separar acarreta para toda a família.

Quando se fala em famílias desestruturadas, há a tendência em associar um dos familiares a problemas com o álcool, droga ou até a violência doméstica. Mas a causa mais frequente consiste na separação de um casal por causa de desentendimentos irreversíveis. E esta também implica a desestruturação e até a eliminação da família então criada.

Quando há crianças pelo meio, mesmo com tenra idade, as repercussões são enormes e prolongam-se por toda a sua vida. Nas famílias reconstituídas, os sentimentos de pertença e de identidade devem ser bastante problemáticos naquelas crianças. Na verdade, o problema do divórcio reside no casamento. Mesmo que caro, tornou-se demasiado fácil organizar uma cerimónia de casamento em prol dos convidados, das fotografias e vídeos típicos de cinema. Perdeu-se a mensagem que este “contrato para a vida” implica e a desistência passou a palavra de ordem quando as dificuldades apertam.

Como se pode ver, não tenho uma visão progressista sobre o divórcio e admito o meu conservadorismo. E, minhas caras leitoras, não estou a dar lições a ninguém, porque sei que bater com a porta parece ser, muitas vezes, o mais fácil. Também não se trata aqui de fazer a apologia do silêncio quando alguém sente que já não é amado ou que então perdeu o amor pelo outro; nem tampouco exigir que se resigna em nome da suposta estabilidade emocional dos filhos. Contudo, reitero: ninguém disse que no amor só haveria alegria e felicidade. E a dificuldade reside precisamente no enfrentar dos problemas e na vontade sincera de os resolver.

Ultimamente, o conceito de família tradicional tem sido menosprezado, e diria até desprezado, em nome de uma matriz de sociedade mais individualista. Mas não cabe ao Estado intrometer-se na vida conjugal dos cidadãos.

Presentemente, o divórcio é cada vez mais comum e o casamento uma raridade. É importante perceber que a paixão é talvez a pior inimiga de uma relação. Para além de ser uma autêntica droga que nos subjuga a outra pessoa, com o tempo, desvanece e perde a chama do início. Descobrir o amor da nossa vida - porque amor é bem diferente de paixão -, envolve não só questões emocionais como também racionais e, por isso, é provavelmente o maior desafio de todos.

segunda-feira, março 19, 2012

Já não te posso sofrer

sábado, março 17, 2012

Autonomias em pé de guerra



1. A relação entre os dois governos das Regiões Autónomas está a desmoronar-se a olhos vistos. Se dos Açores, o Presidente se vangloria de ter as contas em ordem apesar da situação desesperante de pobreza e de desemprego, da Madeira, temos um Presidente orgulhoso do seu legado, apesar de ter colocado a sua Região em situação de bancarrota.

Na atual situação, por uma questão de respeito para com os milhares de açorianos e madeirenses que estão a sofrer devido à crise, nenhum dos dois está em posição de cantar vitória, muito menos de andar por aí a autoelogiar os seus feitos. Exige-se humildade aos dois governantes. Mas a situação é bem pior, porque, como já o dissera em artigos anterior, quem perde são as autonomias regionais. Num momento em que o país está a mudar a sua organização política e económica, as autonomias não vão ficar de fora desse processo, daí a necessidade de estarem unidas quando for para se juntar à mesa das negociações com o Governo da República.

Pelo menos, na parte que toca aos Açores, Carlos César devia pensar menos no Partido Socialista e mais em si próprio, preparando uma saída airosa do poder, ao invés de se meter numa luta política pífia que não dignifica a sua pessoa, muito menos o cargo que ocupa.

2. É um facto que os Açores ultrapassaram o 75% do PIB europeu (coisa que acontece desde 1998 na Madeira), o que comprova o desenvolvimento da Região. Mas não é líquido que a situação se mantenha assim, tendo em conta o retrocesso nas condições de vida dos açorianos que agora se verifica desde final de 2011. O que se ganhou pode rapidamente vir a perder-se nos dois próximos anos.

Mas como estamos em campanha eleitoral é compreensível que o PS reclame para si essa conquista e a tente empolar junto da comunicação social. O que já não é aceitável é a forma como alguns políticos influentes do PS tentam condicionar a comunicação social regional por alegadamente não dar o devido destaque a essa informação.

Refiro-me em particular ao deputado José San-Bento que num artigo de opinião, intitulado “o PIB dos Açores já não conta?”, acabou por pôr em causa a imparcialidade da comunicação social açoriana porque, para ele, “Não escondeu a verdade mas não imprimiu a dimensão de otimismo e de geração de confiança que o facto impunha e que a circunstância exigia”.

Ao PS, já não lhe basta ter o GACS, assessores de imprensa para cada Secretário Regional, Presidentes de Câmara e outros figurões políticos para divulgar os seus feitos: é preciso condicionar os poucos jornalistas independentes que ainda restam nos Açores. Depois, que não se queixem de quem os acuse de falta de oxigénio democrático.

A este ritmo, a campanha eleitoral pode acabar muito mal. Por favor, um pouco de lucidez e sensibilidade, senhores políticos.

sexta-feira, março 16, 2012

Stand Up Comedy

"O presidente do Governo (Regional dos Açores) destacou o empenhamento do executivo na área da saúde, frisando que as melhorias alcançadas ao nível do acesso dos utentes estão na origem do aumento das listas de espera"

Esta frase de Carlos César não é um insulto par aos açorianos, é um insulto para os humoristas.

quarta-feira, março 14, 2012

Os Açores já não são muito pobres!



E ainda bem, porque assim continuamos a receber os Fundos Comunitários de Apoio para construir mais marinas, estradas e mega-escolas...


Eu sempre disse que para os socialistas o busílis da questão reside na semântica e na aparência, mas nunca na realidade.

Se não fosse por ser velha, era por ser nova de mais


Este tipo de argumento também daria ao contrário: se a candidata do PSD fosse nova, diria que um candidato sem experiência não pode liderar a Região numa tão difícil conjuntura.




De que geração está a falar? A Geração Boys for the job ou a Geração Boys for the job 2.0? (até nisso os socialistas foram inovadores)

É de mim ou a Grécia quer dar-nos lições de como se gere um país?

Portugal sem Ministério da Cultura é uma "loucura" - Diz o ministro da Cultura do governo grego.


“Portugal vai no caminho da Grécia se apenas cortar o défice”, disse o ex-Primeiro-ministro grego Papandreou aos jornalistas em Atenas.


Isto da desresponsabilização dos atos é uma doença dos socialistas.

segunda-feira, março 12, 2012

Vamos aperfeiçoar a justiça

Julgamento de furto de 9,39 euros custa 700 euros

Para evitar este tipo de gastos "inúteis" na Justiça, proponho que se legalize a pena de morte, assim teremos menos despesas com os reclusos que cumprem penas máximas.

domingo, março 11, 2012

A SATA e o embuste das tarifas promocionais


Falar mal da SATA transformou-se num desporto regional. Mas a culpa por isto suceder é de quem dirige a empresa e do poder político que manda nela: puseram-se a jeito. Em consequência, mais valia prescindir dos serviços do seu Departamento de Relações Públicas, pois, enquanto vigorar esta política de transporte aéreo para os açorianos, não há especialista em comunicação que lhe valha.

Lembro-me tão bem daquele dia em que Carlos César fez o anúncio das viagens aéreas a 100 euros para o continente. A surpresa foi total, não só para os açorianos, como para a administração da SATA. Todos acreditaram na boa-fé do Presidente do Governo Regional. Mas a realidade mostrou algo de muito diferente do que fora apregoado.

O tempo foi passando e dei por mim a pensar que era o único palerma da Região a nunca conseguir tarifas promocionais. Afinal, há outros; e muitos outros a queixarem-se do mesmo.

Noutras regiões ultraperiféricas da Europa, existe várias formas de bonificações para as passagens aéreas por forma a esbater os custos da insularidade. Nada disto é novo e há anos que se discute este tema por todo o arquipélago. Passados dois anos, desde o famoso anúncio, é tempo de nos perguntarmos se o atual regime de tarifas aéreas para residentes (com a novidade das promoções) trouxe de facto benefícios aos açorianos.

As tarifas promocionais são uma boa ideia. Contudo, o sistema em vigor permitiu que as tarifas para residentes fossem completamente adulteradas no seu princípio mais nobre que é o de estabelecer um preço único e baixo para qualquer residente nos Açores, independentemente da sua ilha. Ao longo dos anos, desde que a SATA Internacional existe, foram experimentadas várias modalidades, sempre com a premissa de que era preciso melhorar o serviço – pelo número de ligações ao continente, diversificando os destinos para além de Lisboa – e torná-lo, progressivamente, mais barato. Porém, o que temos agora é um autêntico retrocesso na política de transportes aéreos, porque viajar de avião tornou-se bem mais caro do que no passado.

É verdade que é possível viajar a menos de 100 euros para Lisboa ou para o Porto, mas a probabilidade de isso acontecer é diminuta. Pelo contrário, em vez de as passagens embaratecerem, há agora açorianos que chegam a desembolsar mais de 300 euros para rumar ao continente. Isto é, dentro de uma mesma aeronave, repleta de açorianos, os preços podem variar entre os 90 e os 300 euros. Isto é que é inconcebível.

Inconcebível porque se, dantes, a República subsidiava a TAP e a SATA, agora, são também os próprios passageiros a subsidiarem as passagens promocionais, compensando-as com o pagamento de tarifas altas. As Novas Obrigações de Serviço Público são, por isso, um autêntico embuste. A Tarifa Residente deixou simplesmente de existir. Deixou de haver uma tarifa de residente com um preço certo e inexcedível para dar lugar a um preço médio que varia conforme a antecipação da reserva e as decisões de quem estipula os preços. Pratica-se o low cost no seu pior: uma espécie de lotaria de tarifas promocionais que, em períodos altos (Natal, Páscoa e Verão), quase não existe.

O mais desconcertante é que, por ser tão recorrentemente polemizado, este assunto deixou de ter importância e as pessoas acabaram por se resignar. Por sua vez, os administradores da empresa alhearam-se da Região e, com soberba, vão abrindo novas rotas, algumas delas desastrosas em termos financeiros, como já foi comprovado. E é incrível que ninguém com responsabilidades governamentais não ponha cobro a esta estratégia porque a SATA nem sequer cumpre a sua missão primordial que é a de servir os interesses dos Açores e dos açorianos, nomeadamente os da diáspora.

Por causa das eleições e das respetivas promessas que os partidos vão anunciando, faz todo o sentido colocar este assunto na ordem do dia para que possamos ouvi-los e pressioná-los a mudar o atual regime de tarifas aéreas para residentes. E um dos primeiros pontos deveria ser o de estabelecer comparações com as subvenções de residência nas outras Regiões Ultraperiféricas. Verão que não é preciso inventar nada.

sexta-feira, março 09, 2012

A verdade sobre a televisão

Os novos dados divulgados pela Gfk, com o seu novo sistema de audiências, corrobora aquilo que desconfiava há muito: a televisão generalista vai definhando para dar lugar à televisão do futuro: IPTV, com gravações, interatividade, cabo e até o uso do televisor para jogos de consola.



Surpreendente seria essa empresa detetar erros no seu sistema e concluir que afinal tudo continua como dantes.

quarta-feira, março 07, 2012

A verdadeira tarifa de residente



Isto é do site da companhia aérea espanhola Iberia.

domingo, março 04, 2012

Carlos César e o diploma de bom comportamento



As declarações de Carlos César, antes de partir para a reunião com o Primeiro-ministro Passos Coelho, recordaram-me os tempos de Alberto João Jardim. Com a sua postura desprezável em relação aos “cubanos” de Lisboa, o presidente da Madeira vangloriava-se de fazer frente aos políticos da República. Agora é o que se vê: manso como um cordeiro, porque a Madeira precisa do continente mais do que nunca.

Ao afirmar que durante a reunião ia defender que os Açores fossem recompensados pela sua boa situação financeira - o que indiretamente significava que os prevaricadores (a Madeira) deviam ser castigados - Carlos César mostrou em que ponto está o relacionamento entre os dois arquipélagos: cada um por si. Se a moda pega, ainda temos concelhos e juntas de freguesia a pedirem o mesmo para si. Não duvidando de que pior do que a Madeira é impossível, não deixa de ser triste sentir que, na situação dramática em que se encontra todo o país, ainda haja quem só pense no seu quintal, desprezando o vizinho que afinal é o irmão.

Presentemente, o futuro das autonomias regionais, tal como as conhecemos, está em causa. Seria mais inteligente demonstrar solidariedade em torno de uma causa comum, ao invés desta divisão insular que não passa, na verdade, de uma disputa partidária por causa das eleições nos Açores.

Em Portugal, o patriotismo e o sentimento de unidade nacional parecem estar confinados à seleção nacional de futebol. Esta crise representa o desmoronar do Estado enquanto Nação. E os políticos, pelo seu egoísmo eleitoral, são os seus principais responsáveis.

Contudo, há muito a dizer sobre as contas dos Açores. E parece-me que deveria haver contenção nos regozijos acerca das contas públicas açorianas. Os Açores têm outros números que deveriam obrigar a mais humildade (para não dizer vergonha) por parte dos governantes. O desemprego, a taxa de pobreza, o número elevado de pessoas dependentes dos apoios do governo e um que já ninguém fala que é o número de “clientes” do partido a viver das cunhas e dos concursos por ajuste direto.

O PS gosta muito de comparar o período de Mota Amaral com o de Carlos César. Infelizmente, o fim da era César pode acabar da pior maneira, com menos emprego, maior pobreza e desigualdades sociais. É verdade que a crise europeia afeta diretamente os Açores. Mas é muito fácil menorizar a responsabilidade de Portugal por termos chegado a este ponto.

Nota: aos poucos se vai percebendo que o PS é um partido de caloteiros. Desde a discussão do Orçamento do Estado que pairava essa suspeição. Mas ao assinar com a Troika a extinção ou a fusão de freguesias sem definir em que moldes devia ser feito para depois acusar o governo de não ter sensibilidade autárquica, e a seguir votar contra no Parlamento Nacional, a suspeição transformou-se numa certeza. Bem dizia o líder comunista, Jerónimo de Sousa: ou o PS defende o que assinou com a Troika ou está contra. Não pode é ficar-se pelo “nim” da demagogia fácil. Pelos vistos, os socialistas já decidiram. O problema é que o que os portugueses mais detestam são caloteiros. Por isso, está na altura de arranjar outro líder.

quinta-feira, março 01, 2012

Contra a petição para a antecipação das eleições regionais

A Democracia tem de seguir o seu curso, independentemente das contrariedades da vida, custe o que custar.