Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

A minha fotografia
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Localização: Praia da Vitória, Terceira, Portugal

sexta-feira, março 30, 2007

Um outro mundo


simplesmente genial

quinta-feira, março 29, 2007

Um outro mundo


Um filme de teor político, com tiradas inteligentes e com uma grande perspectiva do que irá acontecer nas próximas presidenciais americanas.

quarta-feira, março 28, 2007


Nem tudo se ganha com este novo espírito ecológico.

terça-feira, março 27, 2007

Ouvi dizer...

que Oliveira Salazar tinha ganho umas eleições democraticamente...

segunda-feira, março 26, 2007

Vive la France!

A campanha eleitoral em França encontra-se ao rubro! À falta de melhor, os dois grandes candidatos, Sarkozy e Royal querem apostar no patriotismo popular e ridículo. A ideia de Mademoiselle Ségolène de que os franceses tenham a bandeira tricolor em casa! Nicolas quer criar um ministério da imigração. Não é que estas ideias de elevar certos valores nacionais sejam más. No entanto, há prioridades e os franceses também percebem um pouco de economia, de educação, e de outras matérias consideradas fulcrais para a boa condução de um país.
Estes candidatos optaram por se assemelhar a estudantes que concorrem para associação juvenis. Em breve, terão o resultado dessas escolhas. Le Pen vai ganhando votos ainda que secretos.
Ver artigo aqui

domingo, março 25, 2007

Geração Web


Depois de uma tarde passada entre amigos pelas ruas da cidade, a Mariana entra de rompante em sua casa, cumprimenta rapidamente a mãe e desaparece no seu quarto. Porquê tanta pressa? A mãe já não se espanta. Cada vez que volta após uma saída, é sempre a mesma rotina. Com quinze anos, dizem que vive a fase do "esqueleto no armário", em que prefere a privacidade, a solidão e o secretismo, servindo o quarto de refúgio. De facto, a mãe não se preocupa. Nunca fora chamada à escola, a filha sempre tivera positivas, demonstrando até uma certa apetência para as ciências; os amigos eram educados e, pelo seu comportamento, não parecia que ela consumisse alguma droga.


Entretanto, no quarto, a Mariana deixara o Messenger ligado mas no estado "ausente" durante toda a tarde. Tinha "toques" de vários amigos que tinham tentado contactá-la. Agora, porém, a prioridade dela seria a de actualizar o seu blogue e o Hi5 com as fotografias tiradas do seu telemóvel e da sua máquina digital. O passeio fora óptimo. Entre o centro comercial, os jardins e as ruas, na desbunda com os amigos, principalmente com o seu novo namorado, Rui, muito haveria para dizer na expectativa de receber, mais tarde, os respectivos comentários. A dúvida consistia em determinar quais as fotos que colocaria online. Algumas não teriam proveito devido à má qualidade, outras seriam logicamente tratadas em photoshop, disfarçando as imperfeições da cara ou realçando os seus lindos olhos verdes.


A história da Mariana, se bem que fictícia, é a história da maior parte dos jovens e jovens adultos de hoje em dia, não só em Portugal como um pouco por todo o mundo. Esta geração que cresce e que mais tarde terá altas responsabilidades na condução do planeta representa o salto tecnológico que a Humanidade deu. Com ela, criou-se um mundo virtual que caminha cada vez mais para um mundo alternativo ao nosso mundo real. Haverá algum perigo? Não se sabe. Só o futuro o dirá. A globalização aproximou as pessoas. Hoje em dia é fácil comunicar com uma pessoa de outro país, de outro continente. As amizades, os amores já não têm como pré-requisito o contacto face to face com a outra pessoa. Basta um perfil bem elaborado, com alguma ficção à mistura, umas fotos engraçadas, algumas até picantes. As portas do mundo abrem-se e qualquer um dos mortais, com um pouco de imaginação, se torna um novo net-star.
A passividade que a televisão tem foi vencida pela interacção que a Internet dá. Estes jovens praticamente não vêem televisão, preferindo a Net. Muitos deles lutam pela singularidade, com roupas e penteados supostamente únicos. Os fenómenos de moda como as tatuagens ou piercings fazem furor nesta constante vontade em se distinguir do outro. Porém, os comportamentos mantêm-se iguais às outras gerações. A forma de o mostrar é que difere. Na verdade, estes jovens, apesar de serem de países diferentes – com as implicações culturais, religiosas e civilizacionais que isto acarreta –, acabam por ter um padrão de comportamento bastante igual na forma de viver a sua juventude. A Web social acaba por uniformizar em vez de diversificar. Claro que se torna mais fácil encontrar pessoas que partilhem dos mesmos gostos pessoais, musicais ou outros graças à Web do que quando se está confinado a um bairro ou uma cidade. No entanto, os rituais de socialização são os mesmos.


Analisando as coisas mais em profundidade, existe uma relação entre o fenómeno televisivo "big brother" e o uso da Internet que actualmente os jovens fazem. No primeiro caso, provou-se que a exposição íntima de uma pessoa para desconhecidos, as conversas triviais desinteressantes, encenados numa espécie de "voyeurismo" colectivo têm sucesso. No segundo, aplicaram-se as regras do primeiro numa escala global, permitindo que todos tivessem os famosos quinze minutos de fama.


Os pais, em geral, pouco percebem de informática, quanto mais de Internet. Alguns tentam controlar as horas passadas em frente ao computador, outros encetam pelo diálogo para conhecer melhor os hábitos dos filhos, mas a maior parte não se apercebe da vida paralela que os teenagers criam a partir do seu quarto.


Nos jogos interactivos, nas conversações online, a Mariana que a mãe conhece pode não ser a mesma Mariana da Web.

sexta-feira, março 23, 2007

Estatuto da Carreira Docente

Para os mais distraídos, alguns deputados do PS não estão nada convencidos! A oposição devia aproveitar essa oportunidade!

Uma juíza marada!

A polémica decisão da juíza alemã que recusou dar o divórcio a uma mulher de origem marroquina que alegou sofrer de violência doméstica, sob o pretexto que o Corão permite a volência nas mulheres é inacreditável!
Os direitos dos homens existem! Segundo dizem, a juíza já foi suspensa do cargo. Com estas e outras, o radicalismo islâmico lá vai ganhando mais adeptos!
Ver notícia aqui.

quinta-feira, março 22, 2007

O regresso de Paulo Portas 3ª edição

Sobre este indivíduo e o CDS tudo já foi dito. O país e os portugueses têm mais que fazer do que assistir a esta série de imbróglios. Felizmente, a TVI habituou-nos a argumentos de telenovelas com mais qualidade.
Paulo Portas deve estar arrependido e até com receio. Se ele tem a maior parte dos militantes do CDS consigo, já não poderá dizer o mesmo dos portugueses: os que realmente interessam!
Mais vale desisitir antes de ir a eleições e ser humiliado. Toda a gente percebeu quem ele verdadeiramente é o que o move.

Estatuto da Carreira Docente

Para os mais distraídos, é bom saber que dentro do PS nem todos os deputados concordam com aquilo que o governo anda a fazer, nomeadamente o Ministério da Educação.
A deputada Teresa Portugal disse que o novo estatuto passa a "violar o campo dos direitos, liberdades e garantias contemplados na Constituição da República". E não, ela não é do PSD; é do Partido Socialista!

terça-feira, março 20, 2007

Shame on you!


O atribulado Conselho Nacional do CDS/PP merece a reprovação de todos. Não é para isso que servem os partidos num país com trinta anos de existência democrática.



São cada vez menos os instrumentos e meios para fazer oposição. Com esta "peixeirada" o PS será reeleito de certeza em 2009. O PSD também poderá passar por dificuldades parecidas. Os opositores internos ainda se podem inspirar nestes "malucos" do CDS!



O regresso de Paulo Portas está a ser uma desilusão total! Ele bem pode ganhar a liderança do partido, mas os portugueses não esquecerão tão cedo a sacanice que ele e os seus cúmplices engendraram para chegar ao cargo.



Digo isto com mágoa porque o admirava.

domingo, março 18, 2007

O erro de Sócrates


Até agora, as sondagens indicam que o actual governo bem como o seu responsável, José Sócrates, têm um elevado índice de popularidade junto dos portugueses. Dois anos depois de ter sido eleito, e a meio do seu mandato, quais são as reformas, as estratégias empreendidas que fazem do Primeiro-Ministro uma pessoa assim tão venerada pelo povo?

Este governo, mal chegou ao poder, aumentou os impostos – contrariamente ao que tinha estipulado no seu programa – encetou um dos maiores ataques aos trabalhadores da Função Pública, tirando-lhes benesses que o próprio Estado concedia vilipendiando certas categorias de funcionários como se fossem todos incompetentes e preguiçosos. Argumentou em nome de uma maior justiça social, mas tudo não passa de medidas desesperadas para obter ou poupar dinheiro. Em abono da verdade, certas reformas são positivas porque cortam com alguns exageros cometidos por governos no passado. Mas aqui começa o problema que ainda não foi suficientemente explorado. Qual é o desígnio deste governo para Portugal?

O governo de Durão Barroso falava em choque fiscal que nunca foi concretizado. Também ele, mal chegou ao poder, aumentou a carga fiscal em contra-ciclo, o que acabou por estagnar a economia no seu todo, quer nas empresas, quer no consumo interno. O país, comparando com a Europa, ruma contra a maré, porque em cinco anos aumentou em quatro pontos percentuais o IVA. Sendo o IRC bastante alto comparando com o espanhol, o óbvio acontece: muitas empresas deslocalizam as suas sedes para o outro lado da fronteira e quem mora lá perto prefere comprar "Made in Spain". Entretanto, o Banco Central Europeu decide aumentar os juros acompanhando os sinais de relançamento económico da EU, o que torna certos empréstimos contraídos por centenas de famílias portuguesas – ou milhares? - algo de incomportável. Os bancos portugueses têm lucros fabulosos à custa dos juros altos. Os portugueses recorrem a empréstimos porque o arrendamento a longo prazo não faz parte da cultura portuguesa em termos de habitação. Ainda bem que os bancos existem senão o imobiliário encontrar-se-ia nas ruas da amargura. O governo de Sócrates perante o défice alto decide que é preferível aumentar novamente os impostos. Mas faz mais: aumenta todos os impostos possíveis e inimagináveis! Claro que mais receitas fiscais pressupõem mais dinheiro para os cofres do Estado, daí a tentação para qualquer governante de fazer o mesmo quando se encontra de mãos atadas. Mas, se este governo fosse totalmente coerente, teria de ser mais ambicioso relativamente ao corte nas despesas. Isto é, teria de ser mais radical ao enfrentar o famoso "monstro".

A proposta do PSD em reduzir o IVA e o IRC, que é em certa medida surpreendente, até é bastante inteligente. O PSD sabe que os portugueses estão sufocados por ter pouco dinheiro, mas por ao mesmo tempo precisar dele. Não se pode aumentar constantemente os impostos e esperar que a economia desperte por si só. Se houver um conflito internacional, lá está outra vez o aumento dos combustíveis, o arrefecimento do investimento e Portugal acaba por nunca sair deste fosso.

José Sócrates, já que está a ser mais um gestor do que propriamente um Primeiro-Ministro deveria delinear um rumo para o país, indicando metas a atingir e prémios se as conseguir alcançar. É assim que funciona nas boas empresas. Trocando por miúdos, por exemplo, se o país continuar a reduzir o défice, teria então de diminuir a carga fiscal e até eliminar certos impostos considerados estúpidos. Deveria reforçar o apoio às pequenas e médias empresas com mais incentivos fiscais e até prémios monetários para aquelas cujos projectos são inovadores, relevantes para a economia local ou nacional. O que interessa é relançar a economia a todo o custo. O governo, se quer reduzir as despesas do Estado, não deve criar mais empregos, deve sim incentivar à iniciativa privada nacional ou estrangeira, pois ela é que criará mais emprego.
No meio deste aperto, o ministro das obras públicas diz que tem um projecto pessoal que se chama novo aeroporto da Ota. Uma excentricidade, um futuro elefante branco cuja existência não foi ainda devidamente justificada. Os estudos esbarram em contradições, em dúvidas e o governo alega em sua defesa que os comentadores são ignorantes em termos técnicos e que os partidos da oposição são antipatriotas. O choque tecnológico era uma boa ideia. O choque do betão já o conhecemos. Com Cavaco Silva, foi bom porque o país não possuía nada. Actualmente e, depois de muitas missas cantadas, temos a obrigação de estar atentos e desconfiados.

O erro de Sócrates resume-se a isto: a sua popularidade advém do facto de a oposição não convencer os portugueses e não propriamente do facto de Sócrates ser um bom Primeiro-Ministro. Até agora, os portugueses pagam mais, sempre mais e perdem qualidade de vida. Haverá um dia, e, se continuar assim, esse dia não tardará a chegar, em que eles dirão "basta!"

quinta-feira, março 15, 2007

Ler jornais




Para quem gosta de ler jornais de todo o mundo e em várias línguas (isso para quem sabe) recomendo dois sítios: da Sapo, que mostra a primeira páginas dos principais jornais mundiais, e da empresa que disponibiliza jornais gratuitos nas principais cidades do mundo, a sobejamente conhecida Metro. Esta última oferece a possibilidade de imprimir o jornal na íntegra e a cores, com direito a arquivos para quem não quer perder o fio à meada!

quarta-feira, março 14, 2007

Eco - Chavez

Hugo Chavez está preocupado com o negócio entre o Brasil e os Estados Unidos em relação ao Etanol (substância que bem pode subsituir o petróleo, pelo menos reduz a dependência deste).
Que bem intecionado que ele é! Não fosse a Venezuela um dos maiores país produtores de petróleo!

Ilha dos Amores

A TVI está para estrear uma nova novela rodada em São Miguel. O guião parece interessante apesar de óbvio: história de amor entre uma rapariga oriunda de uma família rica e um rapaz de origem pobre.
O facto de ser rodado com um cenário natural deslumbrante enriquece de sobremaneira este tipo de conceito de ficção televisiva que, de resto, em nada acrescenta de novo.
O governo de Carlos César apoiou com meio milhão de euros e 600 passagens aéreas a produção da novela. Considero esta aposta, mesmo que para privados, estrategicamente ambiciosa e acertada. Provavelmente, não há melhor forma de promover um destino turístico como esta.

domingo, março 11, 2007

Ménage à trois

Comment ça va? "A França já não é o que era", dizem alguns nostálgicos. Actual motor da Europa que se encontra em fase de arrefecimento, a França tem, nas próximas eleições presidenciais, esperança em encontrar um novo líder que a projecte para a notoriedade e estabilidade de antigamente, apesar de não se saber muito bem o que esse antigamente representa. No passado, fora sinónimo de progresso, de cultura, de elite e até de bom gosto. Actualmente, o país do galo é sinónimo de convulsões sociais, de intolerância e de estagnação económica. A não ser a sua capital, Paris, que ainda se mantém como destino turístico principal da Europa, a França perdeu uma identidade única que a distinguiu e elevou perante as outras nações. Neste caso, a política pode contribuir para a reposição do país num lugar cimeiro e determinante na cena mundial.
Dois candidatos pareciam monopolizar a disputa do lugar de presidente da república francesa. Nicolas Sarkozy da Direita e Ségolène Royal, da Esquerda. Para além de possuírem personalidade e determinação fortes, Ségolène teria a vantagem de ser uma mulher que simboliza a emancipação do sexo feminino e que atribui um traço de modernismo muito em voga neste início de século. São dois candidatos que partilham bastante da sua vida privada com o público o que permite angariar mais simpatia e, por isso, mais votos. No entanto, a campanha eleitoral tem mostrado que estes dois candidatos têm fraquezas que não são bem vistas por parte dos eleitores. Faltam-lhes substância ideológica, pontos de referência cujos franceses se possam apoiar para decidir em quem votar. Exemplo disso são as questões económicas e sociais. A companhia Airbus tem graves problemas em termos de dívidas por causa dos atrasos na construção dos A380 o que leva a administração a ponderar o despedimento de 10 mil trabalhadores. Todos os candidatos disseram que com eles não haveria despedimentos. Em termos de questões sociais, o casamento entre homossexuais e a possibilidade de adopção são os pontos considerados prementes em termos de campanha eleitoral. Bem vistas as coisas, a demagogia está na ordem do dia. O país parece, mais uma vez, adiado.


Entretanto, aparece um novo candidato, François Bayrou. Candidato pela UDF, um partido centrista, Bayrou fez surpresa nos resultados das sondagens que mostraram que bem pode derrotar qualquer um dos outros candidatos. O seu discurso e a sua postura não são nem melhor nem mais inovador do que os outros. Na verdade, não fossem os franceses filhos da revolução, ele não representa nenhum dos candidatos supostamente elegíveis daí ter obtido esse resultado surpreendente. Os franceses, como sempre foram do contra, vêem nele a possibilidade de castigar os políticos famosos que não passam, segundo eles, de oportunistas e demagogos. No meio destas confusões que deliciam quem se interessa pelos bastidores da política, a sombra de Le Pen, representante da extrema-direita, paira no ar.


Para a França voltar a ser o que era em termos políticos e económicos, os candidatos à presidência precisam de compreender que ela nunca será como foi em termos culturais ou civilizacionais. Com a quantidade de imigrantes que se naturalizaram franceses, ela deixou a sua identidade do passado, mas não encontrou uma nova para o presente. Os representantes da república regozijam-se por ser um bom país de acolhimento, mas em termos sociais criaram zonas de exclusão racial e, consequentemente, social que faz com que haja duas franças: a França das cidades e do campo e a França das banlieues.


Para alguns políticos de renome, ainda lhes faz confusão que a selecção francesa de futebol entre em campo com 9 jogadores pretos. Claro que este tipo de observação é politicamente inaceitável, mas demonstra o que a França profunda sente mesmo de forma escondida.

sexta-feira, março 09, 2007

Joshua Tree dos U2 1987-2007


Vinte anos após o lançamento do álbum que catapultou os U2 para a fama, vale a pena relembrar temas como Where the streets have not name ou With or without you.

Dois alvos a abater




quinta-feira, março 08, 2007

Contra a Ministra, marchar, marchar!


Só agora é que os parlamentares do PS decidiram ler e analisar o Estatuto da Carreira Docente, proposto pelo Ministério da Educação. E o que viram?

Ilegalidades e inconstitucionalidades!

Pasme-se! O PS é que não gosta! Os deputados querem explicação!

Claro que para os jornalistas, os senhores deputados socialistas vão desvalorizar, dizendo que é uma espécie de pró-forma, uma reunião de amigos.

(ver artigo aqui)
Ela vai cair, ela vai cair.....

quarta-feira, março 07, 2007

Microsot e Google: batalha de gigantes


É verdade que Google tem feito fortuna à custa da produção de conteúdos por parte do mundo inteiro sem nunca ter pago por isso em termos de direitos de autor. Só outro gigante como a Microsoft pode de facto repôr alguma ordem e legalidade na "Netesfera". (ver artigo aqui)


A Youtube já tomou uma decisão moderada e inteligente ao querer premiar os melhor vídeos publicados no seu site. Provavelmente, Google pode tomar o mesmo caminho para os sites mais visitados a partir do seu motor de busca.

Fim do Estado da Arte


Após um ano de transmissão, acabou o programa televisivo em que Paulo Portas divulgava os seus preceitos ideológicos. Gostei até ao fim.


Resta saber quem tomará o seu lugar. Santana Lopes?

domingo, março 04, 2007

Como processar um médico


Em Portugal, há médicos para todos os gostos. Há médicos autoritários e antipáticos mas competentes e há médicos muito simpáticos e atenciosos para com os seus pacientes mas demasiado inseguros relativamente aos diagnósticos que fazem. Há os que só vêem dinheiro à sua frente e há os que dedicam toda a sua vida à causa humanitária. Há também aqueles que enveredam pela investigação científica para encontrar tratamentos às doenças até agora incuráveis e há aqueles que integram fundações de pesquisa com o único objectivo de angariar mais dinheiro e poder para proveito próprio. Em resumo, como todas as profissões, há bons e maus médicos. A diferença é que, até há pouco tempo, os médicos em Portugal eram intocáveis. Hoje em dia, o cidadão comum tem a coragem, porque lhe deram a possibilidade, de questionar determinada terapia ou medicação, mas sobretudo de responsabilizar criminalmente um médico que, em consciência ou por negligência, tenha errado.


O actual governo tem realizado certas reformas que considera estruturantes para o país. Da educação para a justiça, da segurança social para a administração interna, este governo optou por um discurso e um procedimento conflituoso para com os trabalhadores e sindicatos das respectivas áreas. Alegando que é para o bem da população e do país, José Sócrates e os seus ministros tentaram incitar a inveja social, isolando assim determinadas classes profissionais, nomeadamente da Função Pública. No início, esta forma de actuar até obteve resultados positivos: os portugueses gostaram da maneira como o governo combatia os ditos privilégios e regalias, porque o objectivo seria o de combater as desigualdades sociais. Contudo, com o tempo e com a percepção de que o mal bate à porta de todos, as pessoas solidarizam-se para com as "vítimas" deste governo que afinal só pensa em poupar dinheiro e aumentar impostos por todos os meios, inclusive ilegais. A saúde é uma área bastante delicada em que qualquer governo ou ministro da tutela que a toque pode deparar com uma lista de bloqueios e bloqueadores. É, porém, um serviço público vital para o país que precisa urgentemente de ser reestruturado.


Este governo socialista, por intermédio do seu ministro Correia de Campos igualmente contaminado pela "chama reformista", tem apresentado um conjunto de reformas que vão desde as novas configurações das farmácias e do sistema de venda dos fármacos ao público ao fecho de maternidades e urgências consideradas obsoletas ou pouco rentáveis. Como se viu, algumas populações têm-se manifestado contra o encerramento de determinados serviços prestados até agora pelos hospitais ou centros de saúde locais. No entanto, quando o Ministro da Saúde anunciou que iria rever a forma como os médicos têm trabalhado no sector público, dando como exemplo a possibilidade de estes começarem a "picarem cartão", a não ser os responsáveis da Ordem dos Médicos, ninguém se queixou. Nesta nova batalha que se afigura e que promete polémica, o governo, para ter o povo do seu lado, não se vai servir da inveja para combater os privilégios dos médicos, mas vai explorar o ressentimento que a população susteve ao longo destas últimas décadas.


Para além da vocação, é preciso ser-se muito estudioso e, mesmo assim, pelo facto de em Portugal, por uma suposta questão de procura da excelência, haver um número muito limitado de vagas, nem todos os aspirantes a médicos conseguem sê-lo. Muitos jovens que não se resignam com este impasse optam por tirar o curso no estrangeiro. Provavelmente, com notas inferiores e com lacunas ao nível da formação já que as faculdades de medicina portuguesas são – dizem – excelentes. Findo o curso, acabarão por voltar para exercer a profissão por que tanto lutaram. Comparativamente aos seus colegas que se formaram cá, a mais-valia que estes irão trazer consigo é a humildade. Entretanto, e não se podia infelizmente esperar outra coisa de um país como o nosso, Portugal, com o fim de colmatar a falta de recursos humanos, contrata médicos espanhóis, brasileiros e até ucranianos. Afinal, onde está o critério de excelência? Será que estas novas aquisições ajudaram a resolver o problema das listas de espera? Que se saiba não. Aliás, um dos novos receios é que seja criada uma lista de espera para abortos!


Pode-se alegar que é por falta de meios e de médicos que a Saúde está mal. Todavia, o problema é outro. Dois factores contribuem decisivamente para o mal: gestão incompetente de muitas administrações de saúde e prepotência por parte de um grande número de médicos. Como se pode aceitar que um doente se tenha de deslocar a um centro de saúde às 6 da manhã para ser atendido à 1 da tarde? Como pode um médico não cumprir o seu horário laboral definido por lei no sector público porque trabalha ao mesmo tempo no privado? Por que razão um bloco cirúrgico só funciona a metade da sua capacidade quando tantos pacientes esperam por uma intervenção? A possibilidade de poder acumular funções no público e no privado parece não dar certo. O problema reside também na falta de autoridade de quem manda e na consequente arrogância que se foi instalando junto do pessoal médico. E esta perspectiva é tão forte e tão impregnada que a sociedade portuguesa criou mitos à volta dela. Ainda nos dias de hoje, basta ir a um consultório e observar, na sala de espera, como as pessoas olham para o chão quando um médico entra com duas horas de atraso ao serviço ou como se respira de alívio quando uma enfermeira ou auxiliar de acção médica diz que o médico está hoje bem disposto. Pois é, até parece que a vida de uma pessoa depende da boa disposição de outra.


Paralelamente a esta situação de atraso cultural que ainda persiste, o número de processos judiciais contra médicos aumenta consideravelmente. Ou por erro de diagnóstico que foi fatal para o paciente, ou homicídio por negligência, ou por burla e abuso do poder os médicos estão aos poucos a sair do altar que criaram e de que gozaram por muito tempo. Por estas e por outras, os cidadãos aguardam com expectativa esta batalha entre o governo e a classe médica. Porém, serão os jovens médicos, bem como os estudantes de medicina, representantes de uma geração menos elitista e, por isso, mais humana, que irão sofrer na pele as consequências dos abusos dos seus colegas mais velhos.

quinta-feira, março 01, 2007

Violência nos professores

Em Portugal, dois professores foram recentemente agredidos por familiares de alunos com socos e estaladas.
Em França, um jovem de 19 anos foi expulso do liceu por ter filmado com o seu telemóvel um colega a bater numa professora com uma cadeira. Os dois estão a responder em tribunal pelo "delito" cometido. (ver este artigo)
Como se pode verificar, em termos tecnológicos, Portugal continua atrasado.

Porto/Lajes?


É assim tão difícil elaborar uma rota aérea entre o Porto e a Terceira?
Só os que mandam é que ainda não perceberam que essa rota é viável?


Há alguns anos atrás, quando a TAP era a única companhia que fazia ligações entre o continente e os Açores, esta discusssão ocorria entre as ligações Ponta Delgada e Porto. Também os responsáveis achavam que não valeria a pena. Vejam agora o número de passageiros que circulam entre esses dois destinos. Onde a TAP chega só dá merda!


Venham Low Cost's que os açorianos anseiam pelas vossas asas da liberdade!

Reforma das Forças de Segurança


Com a proposta do Governo em pleno Debate Mensal, a Direita levou mais uma que faz com que esta não saiba onde se meter. A segurança do país e as forças que a representam e aplicam as leis sempre foram tratadas com especial atenção por parte da Direita. Mais uma vez, o governo socialista de centro-direita "apoderou-se" de uma bandeira do PSD.


Assim não dá, senhor Primeiro-Ministro!

Portas de regresso (2ª edição)

Há quem diga - ainda antes da conferência - que o regresso de Paulo Portas à liderança do CDS, se bem que previsível, seja na pior altura tendo em conta a actual conjuntura política.
Os analistas farão - tal como eu - várias interpretações desse regresso e certamente que esta opinião será partilhada por muitos especialistas em matéria de "regressos políticos extemporâneos".
O visado sabe, melhor do que ninguém, que seria melhor voltar perto de eleições, com o trabalho todo feito e dar só a cara no momento ideal. Considero que se, de facto, Paulo Portas propuser ser uma alternativa à actual direcção do CDS e participar democraticamente nas próximas eleições do partido, este acto será louvável e digno de registo. Para os lados do PSD, alguns andam calados até finais de 2008 para "bater" em Marques Mendes. Os oportunistas são assim.
Ser oposição não é fácil. Mas não quer dizer que seja impossível. Nas actuais circunstâncias é que se vê quem faz a diferença.

O que é a Esquerda hoje em dia?
O artigo de Luciano Amaral no Diário de Notícias dá um contributo muito positivo a essa dúvida (para quem a tenha), desfazendo mitos e mostrando uma realidade inconveniente.