Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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Localização: Praia da Vitória, Terceira, Portugal

sexta-feira, abril 30, 2010

Sinais de um despertar de consciência


O Parlamento Jovem criticou ontem, na Horta, a falta de fiscalização no que se refere à atribuição do Rendimento Social de Inserção na Região.
Um Estado demasiado assistencialista é o que dá: muito bonito e romântico até no início. Depois, é isto: a nossa juventude parece acordar deste politicamente correcto, mas socialmente desastroso.
Nunca é tarde para mudar o Estado a que chegamos.

Plano elevado

Vi o programa na altura da sua difusão na SIC Notícias e fiquei impressionado. Clarividência. Fica o registo para ver um excelente contributo do professor Paulo Guinote, famoso pelo seu blogue "Educação do meu umbigo".
A Educação em Portugal dava para um programa semanal. Apresentador já temos. Os directores de canais que se mexem!

quinta-feira, abril 29, 2010

Os nossos deputados

A Assembleia da República, nomeadamente os deputados, teve sempre uma imagem negativa junto da opinião pública. Com os sucessivos debates e comissões de inquérito, cheira-me que nas próximas sondagens os indicadores subam para pontos positivos: afinal, os deputados até são úteis ao país.
Convém não esquecer: não há maioria absoluta, por isso checks and balances.

quarta-feira, abril 28, 2010

Magalhães reprovado nos Açores

Nem tudo é mau por estas bandas.

Quando a ficção socialista é barrada pela realidade

Mas o pior nisto tudo é que eles (governo) acham que têm sempre razão e que os outros estão enganados quanto aos números:
De facto, tal como as agências de rating, não se sabe porque existem serviços de estatísticas.

segunda-feira, abril 26, 2010

Agora é assim?

Quando Marques Mendes era Presidente do PSD bem o enxovalharam.

sábado, abril 24, 2010

Definir a pedofilia

Esta notícia intrigou-me:


A definição de pedofilia no wikipedia:
"A pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou para crianças em puberdade precoce."
Mais abaixo diz uma coisa bastante estranha:
"Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes pelo menos cinco anos mais novas do que eles."
Por que razão que quando se tem 18 anos já não é pedofilia? A questão é mesmo unicamente de foro legal? Por que razão cinco anos mais novas do que eles, e não mais anos ou menos anos?

Paraíso Perdido T2C25


A humildade de César


A vida corre sobre rodas para o PS Açores. No entanto, este domínio absoluto do poder político na região é avassalador. E perigoso.


Durante o congresso, vimos uma imprensa regional prostrada perante a magnanimidade de César. Após o congresso, vimos os jornais inundados de textos a elogiarem o “novo rumo” do PS Açores. Isto não é novidade, já vem de trás. De há muitos anos para cá, o PS cresceu e foi abafando qualquer oposição seja ela oriunda de dentro da estrutura política regional ou até da própria República. As últimas revisões constitucionais acabaram com o contra-poder que vinha do continente e tornou-se tabu para qualquer órgão político nacional tecer críticas à condução da vida política insular. A nível interno, a oposição encontra-se esmagada pela prepotência não só da maioria parlamentar do PS como do próprio governo regional.



Dir-me-ão, em termos revanchista, que nos sucessivos governos do PSD, com Mota Amaral, o mesmo acontecia. Pois bem, o problema reside precisamente nesse ponto: o contra-poder não existe nos Açores. De uma maioria também ela estranguladora se saiu para outra, inquinando a Democracia açoriana, e o único lugar político da região onde há actualmente um cheirinho do “checks and balances” é na Câmara de Angra do Heroísmo. Obviamente que quem manda não gosta de ver as suas decisões revogadas ou adiadas ou de sentir um escrutínio político que, por vezes, roça a maldade. - Por isso, não me surpreende que a presidente da edilidade, Andreia Cardoso, se torne em breve uma das figuras políticas mais hábeis do PS. Aliás, ou isso ou cai - Mas depois do de uma maioria parlamentar, temos agora uma maioria autárquica do PS. Esta omnipresença socialista é de tal modo perigosa que o próprio Carlos César pediu humildade ao partido, seguido por idênticos alertas proferidos por outros notáveis do partido.



Não foram só boas notícias que vieram do congresso. Houve dois aspectos altamente negativos que marcaram o “novo ciclo” socialista. Por um lado, o discurso final do Presidente do PS Açores perpassou a ideia de que ou se é pelo PS ou então é-se contra os Açores. Este é um sinal inequívoco da arrogância perigosa em que caminha o partido. Por outro, com a enumeração de estatísticas que favorecem as políticas do governo (os números negativos não contam) pintou a região num tom cor-de-rosa, desfasando-a da realidade. O marketing político vulgo propaganda, tão apreciado por José Sócrates, chegou aos Açores. Por isso, findo o discurso de encerramento, repeti uma pergunta que já fizera no passado: a oposição é assim tão má nos Açores?



Na altura, quando formulei pela primeira vez esta pergunta, não dei conta da armadilha que ela trazia, pois partia de uma suposição errada. Mais do que perguntar se a oposição é má, a pergunta deveria ser: será o PS é assim tão bom?


O congresso e a semana seguinte foram a oportunidade para obter algumas respostas. O novo ciclo anunciado com pompa por Carlos César corresponde na verdade ao acatamento das grandes propostas e reivindicações feitas pelos partidos da oposição e pelos principais agentes económicos da região. Da estratégia para o turismo até à acção social, nada do que foi dito é novo, a não ser para os socialistas açorianos. Mas estas propostas foram recebidas como se fosse a novidade do século. Por mais que algumas individualidades reiterassem que já o haviam proposto anteriormente, nada feito: pelos vistos, uma coisa é pedir que as passagens aéreas sejam mais baratas, outra é dizer que poderão custar menos de cem euros. A aclamação de pé tornava-se patética, os posteriores discursos e textos laudatórios um total exercício de cinismo.


Existe uma teoria que diz que quanto mais alto for o preço do barril do petróleo, menor é a liberdade nos países exportadores. Acrescento outra: quanto mais tempo durar uma crise económica num país democrático, menos respeito se tem pela cultura democrática.

domingo, abril 18, 2010

Um filme de ficção socialista





O discurso de encerramento proferido por Carlos César é impressionante. Pensei que só José Sócrates tinha o dom de pintar todo um país de rosa, completamente desfasado da realidade. Pelos vistos, o líder açoriano alinha pela mesma batuta.

E não, à oposição cabe-lhe fazer oposição e não dizer "sim, senhor" a todas as propostas do governo. Parece-me demasiado precunçoso, com tiques de arrogância, por parte de certos notáveis socialistas andarem a dizer que a oposição é fraca ou que nem sequer existe.

O pior nesse discurso é Carlos César ter perpassado a ideia de que ou se é pelo PS ou então é-se contra os Açores. Se a minha vida corresse mal, em jeito de desespero saberia qual das hipóteses escolher.

Paraíso Perdido T2C24



Um país previsível

Desde 2003 que escrevo regularmente para a comunicação social. Ultimamente, deixei de escrever não por falta de inspiração, talvez por falta de tempo, mas sobretudo por falta de paciência. Isso porque aquilo que está acontecendo no país já foi por mim analisado em crónicas de anos anteriores e sinto que me estou a repetir, sinto que este país se tornou demasiado aborrecido por ser demasiado previsível.



Desde 2001, a partir da adesão à moeda Euro, que se fala em crise económica e financeira. Desde o início deste século que se fala em “boys” nos partidos políticos, e respectivas juventudes partidárias, e na falta de oportunidades no emprego para os jovens. Desde 2003 que a palavra pedofilia faz parte do vocabulário do dia-a-dia dos portugueses. Desde 2004 que se fala nos salários indecentes de certos gestores portugueses em empresas públicas ou privadas, seguido logo pela publicação de artigos de opinião a insultar quem contesta por demonstrar inveja. Desde 2005, com a implementação do Rendimento Mínimo Garantido, que se fala no perigo de um Estado demasiado assistencialista. Desde 2006 que o Primeiro-ministro é suspeito de alguma coisa. Desde 2007 que quando a escola é notícia é por questões de violência. Desde 2008 que se critica o aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis, sendo as actuais razões as mesmas do que nessa altura. Podia continuar, mas acho que perceberam o meu ponto de vista.



De facto, bastava-me ir buscar os textos aos arquivos e republicá-los, pois nem se notaria diferença alguma. Citando o poeta José Gomes Ferreira: “Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses […]” e recomeçar tudo de novo.





Política energética

É sempre salutar para fomentar um debate digno na sociedade saber que existe um conjunto de personalidades que manifesta reticências relativamente à potencialidade das energias renováveis como são as energias eólicas (vento) e fotovoltaicas (sol). É também importante referir que essa discussão alarga-se a nível internacional e que aborda as questões do aquecimento global. Há vozes cada vez mais inconvenientes que põem em causa o que até agora ninguém se atreveu contestar.



No entanto, continuo a defender que todas as políticas que possam fazer com que um país dependa menos do estrangeiro em termos de energias como o petróleo ou o gás são bem-vindas. Mas esta perspectiva também deve incluir a energia nuclear, pois, ao contrário do se pretende fazer passar, o lóbi das energias verdes existe e é cada vez mais forte.



Considero que a estratégia de implementação de energias renováveis devia ter começado de baixo para cima e não ao contrário, isto é, devia-se ter apostado inicialmente na auto-sustentação das casas particulares para reduzir as despesas na factura energética das famílias e só depois ter alargado o procedimento. Uma coisa é certa, os melhores transportes (carros e aviões) ainda dependem e dependerão por muito tempo do petróleo.

quarta-feira, abril 14, 2010

Se o teus país não tivesse petróleo...

"São jovens entre 13 e os 17 anos de escolas públicas de Caracas. Os primeiros 75 de um grupo que promete crescer, já que se vai tratar de actividade extra-curricular, equivalente a quatro horas lectivas."

Série genial


I'm with you, my friend

Conan O'Brien com novo 'talk show' na TBS a partir de Novembro

Revolução em Cuba

Se isto não fosse triste, até daria para rir.

quinta-feira, abril 08, 2010

Por cá: a nossa querida (e falida) TAP!

Não percebo como se pode querer manter uma empresa com capital público quando esta apresenta sucessivamente grandes prejuízos e que até serve mal os portugueses, só porque alguns dizem que é uma companhia de bandeira.
Lá fora, deixou de exisitir este pensamento de novo-rico endividado que defende que é muito bonito um país ter uma frota de aviões ostentando o seu nome.

quarta-feira, abril 07, 2010

A ilsuão das energias renováveis