Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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segunda-feira, abril 24, 2006

A inveja social


O que se passou no Parlamento na semana que antecedeu a Páscoa prova bem que em termos de autoridade moral os políticos, nomeadamente o governo, deveriam pensar duas vezes antes de querer apregoar o que deve ser feito para melhorar a produtividade do país. Mais cedo ou mais tarde, aquilo que se diz pode ser cobrado e, até, a dobrar.

Durante a segunda metade do ano de 2005, quando o governo de José Sócrates tomou as funções em pleno, o Primeiro-Ministro e alguns dos seus ministros, num exercício que parecia reformador mas que afinal não passa de demagógico, atacaram fortemente algumas classes de trabalhadores, sobretudo ligadas à Função Pública. Desde a educação à justiça, a mensagem para a opinião pública, muito bem aceite pela Comunicação Social, é de que há uma classe de privilegiados que trabalha pouco para aquilo que ganha. A propaganda resultou em pleno. Os trabalhadores do sector privado revoltaram-se contra os do sector público. O governo é quem manda: os professores foram obrigados a ficar mais tempo dentro das escolas, mesmo que estejam na sala de professores a amaldiçoarem a sua condição de vítimas do sistema em vez de efectivamente produzir: os juízes deixaram de ter “férias judiciais” porque os processos serão supostamente concluídos mais rapidamente. Resultado do espírito moralizador deste Estado: doravante, os professores, tal como os juízes não fazem mais nada para lá das horas estipuladas.

No meio disto tudo, os deputados que representam toda a Nação, mas que também são funcionários públicos, esqueceram-se ou faltaram a uma das sessões mais importantes do Parlamento: a da votação de leis. A Comunicação Social, que não deixou de ser coerente com a perspectiva moralizadora do governo, anunciou ao país o que se tinha passado naquele dia. De certeza que já acontecera o mesmo no passado. Esta lição de moral serviu mais para o governo do que para os deputados. Se a oposição falou e se auto condenou, o governo, pelo nome do Primeiro-Ministro, não disse rigorosamente nada. Pois é; mais vale estar calado e reler os sermões de São Tomás.

Infelizmente, o que se discutiu na semana seguinte incidiu sobre a competência dos deputados e sobre a razão de existir do Parlamento. Conversa totalmente errada. Os deputados, envergonhados, tiveram de escrever ou falar nas televisões justificando as suas ausências das votações. Propósito totalmente errado. Os jornalistas-pivots quase que se babavam de satisfação perante tamanha redenção por parte de pessoas tão notórias. Comportamento totalmente justificado.

O Estado, que é o maior empregador do país, não respeita e humilha os seus trabalhadores. O português é, na sua maneira de ser, invejoso. Em vez de incutir o sentido da responsabilidade e da produção em função de objectivos, o Estado limita-se à política do parecer. Um funcionário que esteja numa repartição das 9 às 5 em frente a um computador, mesmo que esteja a jogar cartas, vale mais do que aquele que prefere laborar em casa por ter melhores condições e que até trabalhe fora do horário. Os grandes gestores do sector privado trabalham segundo este prisma, sempre disponíveis até para se deslocarem à empresa ao Domingo. É tudo uma questão de depositar confiança nas pessoas e na certeza do cumprimento das suas responsabilidades. Não se pode punir toda uma classe de trabalhadores por haver quem não cumpra devidamente a sua função.

O governo que tanto contesta os direitos adquiridos e se serve da população para dar força a esta contestação não se pode esquecer que foram os governos anteriores, desde o 25 de Abril, que os concederam aos trabalhadores. Que eu saiba, só existe um Estado.

A ladainha de sempre que diz que há trabalhadores melhores do que outros fica mal aos deputados. A forma como são recrutados é que origina o equívoco de haver melhor deputados do que outros. Como é que um deputado do círculo de Braga pode ser melhor para as regiões autónomas do que um deputado eleito pelos Açores?

domingo, abril 16, 2006

O Antiamericanismo


Por vezes, a conversa de café toma contornos interessantes. Ao invés de discussões sobre futebol, discute-se política. Desde a nacional à internacional, os temas sobre a actualidade política tornam-se tão acutilantes como uma conversa mais azeda entre dois adeptos de clubes rivais. Lembro-me de uma discussão num café que frequento, aquando do início da guerra contra o Iraque de Saddam Hussein, em que o dono deixou de ser assinante do jornal PÚBLICO pelo facto de o seu director apoiar a acção dos Estados Unidos. 3 Anos volvidos, noutro local, com outras pessoas, ainda participo neste tipo de discussões em que, de um lado se encontram os antiamericanos que se dizem “antibush”, e do outro – como eu –, os apoiantes da visão americana do que é democracia.

Folheando os livros de História, não sei se podemos considerar o mundo actual como mais perigoso. Mas que vivemos num momento da História Mundial muito interessante disso não tenho dúvidas. A deposição do ditador Saddam Hussein foi um sucesso. Porém, o preço pelo que os iraquianos estão a pagar não me parece justificado. A acção unilateral dos Estados Unidos foi um erro. Apesar das mentiras da Administração Bush sobre as armas de destruição maciça, reitero que, se a ONU tivesse apoiado a intenção americana, a pacificação daquela região do Golfo Pérsico teria corrido bem melhor do que agora. Mas exigir que as tropas lá instaladas voltem para os seus países é uma ideia totalmente disparatada. O mal está feito. Deixar o Iraque nesta instabilidade, por sua conta, seria um autêntico crime.

O Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tem sido massacrado de forma justa, mas também injusta, pelos erros e mentiras cometidos. Os americanos vivem intensamente este debate de ideias. Da paródia à crítica mais séria, é interessante observar um país livre falar abertamente sobre os seus defeitos. Todos nós recebemos e-mails ou vemos na televisão momentos embaraçosos em alguns discursos do presidente americano. Se no princípio até tem piada, com o tempo torna-se enfadonho. Não vejo nenhum outro governante a ser gozado da mesma forma. Os discursos de Hugo Chávez sobre o “Mr. Danger” são hilariantes. O antisemitismo do presidente iraniano misturado com a sua vontade pacífica de ter energia nuclear é digno de registo para um contra-informação. Mas não. É mais fácil e mais seguro criticar um país que respeita e promove a liberdade de opiniões. A um país com leis e organismos transparentes é mais fácil identificar os seus defeitos e vícios. Mas é também mais fácil julgar quem corrompe a lei. A forma de viver americana é intrínseca à sua cultura. Como podem algumas pessoas exortar a diversidade cultural e ao mesmo tempo criticar a cultura americana? A “contaminação” da cultura norte-americana sobre os países no mundo, sobretudo europeus, não é uma imposição. Tomando alguns exemplo porque o espaço não mo permite mais para demonstrar o absurdo. Diz-se mal do imperialismo de Hollywood. No entanto, a maior parte dos filmes premiados nos Óscares é baseada em romances de autores europeus ou de momentos históricos vividos fora dos Estados Unidos. Os grandes clássicos da Disney têm por origem contos dos irmãos Grimm. Seria muito interessante ver uma versão cinematográfica de produção americana baseada no livro O Equador, de Miguel Sousa Tavares. Diz-se mal da cadeia de restaurantes Mac Donald, criando boatos sobre ela. No entanto, a qualidade alimentar é altamente controlada. Pelo contrário, há pouco, em Portugal, houve imensos restaurantes chineses que foram inspeccionados e que apresentaram irregularidades graves. As crianças e pessoas que fiquem obesas não devem culpar os restaurantes fast food. Culpem-se a si próprios. A moderação é um princípio básico para uma alimentação saudável. Mesmo assim, perante a pressão, a Mac Donald decidiu confeccionar pratos para os contestatários. Fez mal. Nunca vi ninguém obrigar um restaurante vegetariano a ter pratos de carne. Também não concebo o impedir alguém de abrir um espaço somente destinado a fumadores.

A economia dos Estados Unidos é denominada por alguns de capitalismo selvagem. Lá é muito comum as pessoas mudarem de emprego ao longo da vida. Não havendo direitos de adquiridos, os cidadãos tornaram-se mais ambiciosos, daí o seu espírito empreendedor. Os sindicatos são mal vistos pela população em geral e acabam por ter pouco poder de manobra. No entanto, comparando com a União Europeia (U.E.), o sistema americano parece ser mais bem sucedido. Os índices de produtividade são bem mais altos do que os da U.E. O desemprego dos jovens atinge os 21,7% em França, 18,9% em Espanha, um país pungente. Nos Estados Unidos encontra-se na casa dos 10,5%. Se analisarmos friamente as políticas do actual governo português, tudo aponta para um sistema que se aproxima da do americano mas que, maquilhado por apoios de ordem supostamente social, cria um fosso ainda maior entre os ricos e os pobres.

Nenhum país representa o paraíso. Nenhum país é perfeito. Mas alguns estão bem mais perto daquilo que o inferno representa do que outros. Eis a essência da diferença. Como pode um Homem que nasceu num país livre apoiar ou ter carinho por países que promovem o contrário da liberdade?

quarta-feira, abril 12, 2006

A classe média

Nas escolas, promove-se a competência e premeia-se o mérito. O aluno que tem boas aptidões cognitivas consegue ter sucesso no seu percurso escolar. O aluno que tem dificuldades de apreensão, mas que se empenha para as superar, também é bem sucedido. Para além destes dois pontos, o professor ainda avalia a postura, o comportamento do aluno na sala de aula. Esta avaliação, se bem que subjectiva, permite incutir no aluno o sentido do respeito pelos outros e o saudável convívio na sociedade. Na vida activa, observando a orgânica da população, esta aplicação pedagógica desaparece. A classe média, sustentáculo da toda a economia, trabalha arduamente e é constituída por pessoas altamente competentes. No entanto, por mais que se esforce, tem sido cada vez mais prejudicada.

Usando uma terminologia querida dos comunistas, a sociedade divide-se em três classes: a Alta, abastada, com forte poder económico, que em existe grande parte e se perpetua graças às heranças dos antepassados. A Média, que existe pela força do mérito e do trabalho. Pode ter emergido do nada e venceu, mas pode ter pertencido à Alta e ter regredido nos degraus da riqueza. Finalmente, a Baixa. Esta última é pobre em termos económicos, como também possui poucos estudos. Muitas vezes, quem é pobre, pobre fica e pobres serão os filhos. Esta realidade aqui descrita é fria perturbadora. Havendo milhares de excepções é, numa perspectiva geral, a realidade que nos circunda; nada mais.

Numa tentativa de colocar as pessoas em pé de igualdade e acabar com a pobreza, criou-se todo o tipo de apoios estatais para dar oportunidades a todos de vencerem na vida. Esta medida, salutar em termos teóricos, tem desenvolvido situações muito preocupantes para o futuro das sociedades dos países desenvolvidas. Por um lado, a Segurança Social entrou quase em colapso por não aguentar tanta despesa. Por outro, a subida dos impostos tem servido ao Estado como pneu de socorro com o objectivo de reduzir o défice público. A classe Alta não sofre muito com estas políticas. Se a actividade empresarial se encontrar em risco, fecha-se a empresa, deslocalizando-a para outro país, onde as taxas fiscais são mais baixas a mão-de-obra mais barata. Para evitar situações dramáticas de pobreza extrema, a classe Baixa é compensada com mais subsídios. A Média acaba por ser a mais penalizada com estas políticas. Perde poder de compra e encontra-se numa situação laboral precária.

Este sistema de origem socialista está a chegar a um ponto de ruptura. As crises económicas e financeiras sucedem-se nos países desenvolvidos que vivem da pujança e das poupanças do passado. Em breve, este refúgio económico acabará. Como fará o Estado para ultrapassar esta crise emergente que terá consequências inimagináveis?

terça-feira, abril 04, 2006

Na minha biblioteca


Uma oposição escondida


Passado um ano de governação socialista, temos de admitir que José Sócrates deu um novo alento à economia do país ao anunciar semanalmente medidas para tirar Portugal da crise em que se encontra. Muitas dessas propostas, pelo teor e pela forma propagandística de apresentação, são polémicas e provocam debates acesos na opinião pública e publicada. Mas, talvez, pelo facto de termos batido tão fundo, a população aceita as decisões mais controversas. O maior partido de oposição, o PSD, tem tido imensas dificuldades em criticar o Governo. Não pelo facto de ter sido governo antes desse, mas sim pela simples razão de apoiar a maioria das decisões do actual. Porquê? Porque este é um governo socialista de centro-direita.

Enquanto governo, o PSD e o CDS/PP não foram tão ambiciosos. Agora, custa ser-se contra aquilo que se defende. Toda a gente notou, daí estes partidos não se conseguirem impor como alternativas credíveis. Por um lado, ainda bem. A estabilidade é meio caminho andado para a recuperação do país. Da Esquerda nem se fala. O PCP e o Bloco de esquerda não estão à altura de enfrentar os actuais problemas. Refugiam-se ou na utópica luta dos trabalhadores contra os patrões “capitalistas” ou andam a desfilar em manifestações contra o demónio americano e a favor dos casamentos gays. Mas existe uma verdadeira oposição que está escondida ou, talvez, adormecida. A oposição feita pelo próprio Partido Socialista.

O actual governo, chefiado por socialistas, tem políticas que se distanciam da sua esfera ideológica, aproximando-se daquilo que a Direita portuguesa defende. Daí Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, ter acusado o Governo de ser liberal. Algumas das políticas reformadoras encetadas vão mesmo contra os princípios tão queridos do PS: a reforma da Segurança Social, a da Administração Pública, por exemplo. A própria postura do Primeiro-Ministro, aflorando a arrogância, distancia-se do princípio conciliador e dialogante dos socialistas. Não é que a atitude de José Sócrates seja reprovável, pois os portugueses, depois de uma vida folgada mas inconsciente, precisam de alguém que imponha alguma autoridade e mostre determinação. Mas o problema reside nos socialistas que votaram no seu partido e se vêem defraudados. Provavelmente, alguns dirigentes estão a ficar descontentes com algumas medidas, nomeadamente na forma como são propagandisticamente anunciadas. No entanto, o silêncio reina porque, por enquanto, o apoio ao governo deve ser incondicional. A única voz discordante é a de Manuel Alegre que depressa deixou de ter impacto. E isso por uma razão: a Comunicação Social. Esta última tem ficado ofuscada com a catadupa de anúncios ou de decisões tomados pelo executivo. Quando se debate e discute uma nova proposta, aparece logo outra, anulando assim uma possível polémica à volta da mesma. Para ilustrar esta ideia, convém não esquecer que, para “apagar” a controvérsia sobre a demissão do anterior Ministro das Finanças, foi apresentada a candidatura de Mário Soares à presidência da república.

Até agora, o executivo tem anunciado, proposto, decidido. Dentro em breve, se verá o impacto das decisões tomadas. Não obstante dar-se o mérito a quem tome uma atitude activa e determinada, veremos se as políticas terão sido as mais acertadas. Se muitos socialistas esconderam a sua insatisfação (e o seu voto) pelo partido ter apoiado Mário Soares, a partir do momento em que um dos seus ministros se tornar demasiado incomodativo e a contestação social for mais forte, aparecerão vozes internas a apelar para o regresso do governo à sua origem política: o socialismo.

Quanto à oposição de Direita; há que ter paciência. De nada serve piscar o olho aos socialistas descontentes. O PS voltará a ser o que era.

domingo, abril 02, 2006

Sabe quem é o melhor amigo do seu filho?


Ao longo do tempo, sobretudo nas últimas décadas, com o progresso tecnológico e científico, conseguimos melhorar substancialmente a nossa qualidade de vida. A verdadeira ambição é a de dar um mundo melhor aos nossos filhos e às gerações vindouras. Contudo, as obrigações que os pais têm para com a sociedade (trabalho) os impedem de acompanhar de forma profícua e plena o crescimento dos seus filhos. Como serão estes cidadãos no futuro?

Os pais trabalham arduamente para dar o melhor aos seus filhos. No entanto, o filho (ou a filha) tem maus resultados na escola e até parece que o seu comportamento é problemático. Porquê? Como é que ele (ou ela) não entende o esforço dos pais para lhe dar uma vida melhor do que a deles?

Quando a criança tem de ficar sozinha em casa, enquanto os pais vão trabalhar, a televisão serve de companhia e até de amiga. Mais recentemente, o computador e os videojogos tornaram-se novas alternativas à televisão. Quantas horas por dia o seu filho passa em frente à TV ou em frente ao computador e, porque não, em frente aos dois? Claro que é mais seguro ele estar em casa do que lá fora com companhias que lhe podem trazer complicações (violência, álcool, droga...). No entanto, este sedentarismo, acrescido a uma alimentação descuidada, tem trazido novas doenças infantis: a obesidade, diabetes, problemas respiratórios...

Os novos brinquedos do século XXI, o telemóvel e a Internet, têm modificado a forma como os jovens se relacionam entre si e com o mundo. Se, por um lado, o acesso à informação e ao conhecimento é mais fácil e de melhor qualidade, o espírito crítico desses jovens se vai desvanecendo, pois eles tornam-se elementos passivos, assimilando o que lhes aparece à frente, no ecrã, sem haver interacção. Passando horas em chats e outros programas de conversações como o Messenger, a nova geração comunica com amigos virtuais, enceta “relações amorosas” com uma pessoa de outro país, sem nunca o ter visto e desabafa sobre as coisas mais profundas do seu dia-a-dia, usando a escrita, porque não é capaz de o dizer olhos nos olhos.

O adulto, tão atarefado com a sua vida, pouco sabe dos problemas, das inquietações do filho. A nível material, está igual ao filho do senhor doutor, por isso tem tudo para ser feliz. Então, porque é que há tanta depressão na adolescência?

Não existe uma receita milagrosa para fazer do seu filho alguém de excepcional. Mas há algo que todos têm, que não custa nada e que pode ajudar a fazer do seu filho uma pessoa formidável: o amor. O verdadeiro, não o material. Traduz-se em passar mais tempo com ele falando e ouvindo-o a falar. Há um momento do dia em que toda a família se junta: o jantar. Mas, no jantar, quem fala é, muitas vezes, o apresentador do telejornal. A televisão deveria permanecer desligada nesse preciso momento do dia. A televisão não deveria existir no quarto do filho. Como se consegue saber a que horas ele verdadeiramente dorme? Quanto ao computador. É preciso não o deixar passar demasiado tempo “ligado em rede”. Actualmente, não se deve, nem se consegue, impedir o filho de ter acesso ao computador e ao mundo da Net. No entanto, convém fiscalizar quais os sites que consulta e com quem fala. A sala comum ou o escritório dos pais é o local ideal onde ter o computador. O “Histórico” é também uma boa ferramenta para verificar o que ele ou ela consulta na Web.

Por vezes, uma criança ou um jovem tem de ouvir um não por parte do pai (ou da mãe). Não se trata de um autoritarismo cego, mas de incutir o respeito e a educação. Porém, por mais que se pense dar bons conselhos aos filhos, eles têm de aprender sozinhos o sentido do bom e do mau, do correcto e do errado. Só assim poderão crescer, formando uma personalidade forte e única. Nada substitui a riqueza das experiências vividas.