Complot

Este blogue nada tem de original. Fala de assuntos diversos como a política nacional ou internacional. Levanta questões sobre a sociedade moderna. No entanto, pelo seu título - Complot -, algo está submerso, mensagens codificadas que se encontram no meio de inocentes textos. Eis o desafio do século: descobri-las...

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Localização: Praia da Vitória, Terceira, Portugal

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Que zeloso

Destacado meu
Rui Tavares, eurodeputado do BE
Como ele e outros deputados andam agora com medo de que as pessoas os acusem de se baldar ao seu ofício político, é vê-los a justificar tudo o que fazem mesmo que seja de estrita esfera pessoal.
Pois é, deixaram de ter vida privada tudo em nome do politicamente correcto.
Sabem quem não caiu nessa estúpida asneira? Os malditos professores!

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Portugal e o anseio da modernidade

Nunca tive dúvidas sobre essa verdade La Palisse que o governo ingês agora descobriu. Em Portugal, o assunto é diferente dirão os apoiantes do casamento gay. Eu não acho. No fundo, a família enquanto conceito estrurante de uma sociedade está a desaparecer em Portugal com a conivência do Estado. Falo da família tradicional, claro. Defender a felicidade individual e o princípio da livre escolha não é possível quando falamos de outra pessoa, nomeadamente de crianças. Estas dependem de quem as educa e sustenta. É óbvio que quando não existe políticas verdadeiras e sinceras para a família, está-se a contribuir para a sua desagragação.

sábado, dezembro 26, 2009

A questão suiça

Iman Kurdi, colunista do diário Arab News

domingo, dezembro 20, 2009

Pós-Copenhaga

Não há dúvidas de que a poluição provoca o aquecimento global. Há muitas certezas sobre a responsabilidade do Homem neste problema que se agrava. A discussão deve, no entanto, centrar-se noutro aspecto.
Existe uma deriva de alguns ecologistas que se alimentam da tragédia apocalíptica para fazer valer os seus pontos de vistas.
A novidade prende-se agora com a forma como se combate o aquecimento global. e Copenague deveria ter servido para repor esta questão no cimo do debate.
Tudo se resume à diminuição do CO2?
A solução passa exclusivamente pelas energias renováveis? Como podemos aceitar que empresas apresentem novos meios de transporte não poluentes completemente desadequados da realidade e piores do que aqueles que temos actualmente? Como viabilizar aviões que precisam quase da terra de um país inteiro para produzir biofuel só para uma viagem? Já agora, quem entra com dinheiro para essas experiências? O privado?
Pagar uma taxa de poluição? Por que razão as pessoas a devem pagar uma taxa penalizadora se necessitam de se deslocar para o trabalho no seu carro por não ter outras alternativas? O mundo não se resume a centros urbanos (que de facto dispõem de transportes públicos eficientes). Já agora, por que razão as pessoas têm de ser penalizadas pelo facto de preferirem andar no seu carro em vez de sofrer as multidões do metro ou dos autocarros?
Para que não haja más interpretações: quem é que não gosta de ar puro, de paisagens verdejantes e de uma natureza limpa?
Estará o mundo assim tão mal quando sabemos que as pessoas vivem mais tempo e com melhor saúde? Incluindo o terceiro mundo que na verdade se depara com um problema mais grave pelo facto de ter governantes corruptos e gananciosos?
A questão do fim do petróleo estará bem, contada? A teoria dos picos de petróleo (que defende o seu breve esgotamento) tem sido desdita desde 2005 alegando que as reservas de petróleo na Arábia Saudita porque estão sobrevaloriozadas. De mais a mais, existem novas tecnologias que permitem uma melhor extracção e um maior refinamento que ainda não estão ao alcance de países como a Venezuela ou o Irão.
Aliás, viu-se que as repentinas e acentuadas subidas do preço do barril em 2008 tinham como origem a especulação bolsista. Isto é, há manipulação do mercado e o pior é que é desencadeado por chefes de estado e não empresas petrolíferas como se quer dar a entender.
Lembram-se que, por essa altura, houve fortes subidas dos preços nos produtos alimentares considerados essenciais nas bolsas de mercado? Diziam que havia falta de comida tendo em conta a procura (a China e outros países eram os bodes expiatórios). Pouco depois, nunca mais se falou nisso.
já agora, por que razão os ambientalistas mais radicais não optam por um estilo de vida adequado com o que pregam às pessoas na onda dos Amish do estado de Utah nos Estados Unidos? Pois, custa passar de carro para cavalo.

Este PS vai acabr da pior forma

Sérgio Sousa Pinto
Os portugueses votaram no PS com base em indicadores do desempenho económico de Portugal diferentes do que foram conhecidos após as eleições.
Com minoria no Parlamento, a agenda do PS tem de ser gerida de outra forma e isso os socialistas ainda não perceberam. Vai custar mas irão perceber (talvez quando for tarde de mais).

sábado, dezembro 19, 2009

Os meus amigos andam por aí

Dream Theater, Wither

Depois do casamento gay...

Os partidos cumprindo os seus programas eleitorais. Em devido tempo, os portugueses agradecerão estas iniciativas oportunas para o país.

domingo, dezembro 13, 2009

Paraíso Perdido T2C16



Açores, um atraso de vida
Os Açores não são só reconhecidos pelas suas paisagens deslumbrantes. Também apresentam um panorama social digno de registo. Para além dos altos índices de pobreza, de muitas famílias economicamente dependentes do Estado, de um elevado número de toxicodependentes, o arquipélago dos Açores regista uma taxa de denúncias de casos de violência doméstica dois terços superior à média nacional. Depreendo que alguns vão passar um belíssimo Natal.
Será por causa dos ares da terra, do sentimento de insularidade ou simplesmente por causa de um atraso cultural repugnante que faz com que esta região tenha tanta gente a bater nos familiares só porque tem mais força? Não. Os Açores atrasados? Nem pensar. Basta olhar para as vias rápidas, para os hotéis de luxo, marinas, parque imobiliário, automóvel ou de embarcações para perceber que o arquipélago consegue a proeza de aliar o lado mais primitivo do Homem ao seu lado mais cosmopolita.



Porém, as autoridades regozijam-se com o aumento do número de denúncias por parte das vítimas; sinal de que o sofrimento já não é silencioso. O que não se conta com o mesmo entusiasmo é que essas mulheres e crianças acabam por retirar a queixa por medo e vergonha, continuando assim a colecção de nódoas negras e hematomas. O que vale, como diz uma jovem que conheço, é que quando o pai não bebe, ele até é porreiro. Aliás, não é o pai; é o padrasto.




O perigo socialista

A táctica usada pelo PS que consiste em vitimizar-se perante uma maioria no parlamento altamente hostil acabou no momento em que o Presidente da República disse que era perfeitamente possível governar em minoria e que não tinha nada que se intrometer nas querelas parlamentares.

Depois das eleições, os portugueses perceberam que os números do governo quanto às contas do Estado eram fictícios e que a situação é, na verdade, bem pior, aproximando-se do colapso económico. Pois bem, a oposição faz o seu papel de fiscalizadora da actuação do governo e de escrutinadora das contas públicas. A coligação negativa só existiu quando o PS se aproveitou da sua maioria para impedir os partidos da oposição de desempenhar a sua real e nobre função. Quanto ao aproveitamento político do PSD, ninguém é inocente e só o mais ingénuo é que entra na cantiga da virgem ofendida.

No princípio, espantou-me a reacção de certas figuras do PS ao manifestarem preocupação para com o futuro do PSD. Pensava eu que isto tudo não passava de hipocrisia, porque de um adversário só se almeja o pior. Mas agora, ao ver o governo de José Sócrates completamente desamparado e nervoso, continuando com as suas políticas ruinosas para o país, chego à conclusão que aqueles ilustres do PS desejam mesmo que o PSD atine novamente para em breve tomar conta do país. Provavelmente, prevêem que a era Sócrates vai acabar da pior maneira.




Os cínicos da paz

O prémio Nobel da paz, que é também Presidente dos Estados Unidos, aceitou o galardão apesar de ter perfeita consciência de que o seu país está envolvido em duas guerras e que o próprio decidiu reforçar, dias antes da entrega do Nobel, o contingente no Afeganistão com mais 30 mil soldados. Este prémio é sem sombra de dúvida polémico. A discussão sobre se ele o merece ou não desencadeia acesas discussões. O discurso de Barack Obama tratou de explicar por que razão o cinismo não pode ter lugar no mundo actual.

Há uns anos atrás, George W Bush iniciou os conflitos com o Afeganistão e o Iraque justificando-se com o conceito de guerra preventiva e a luta contra o terrorismo. No seu discurso em Oslo, o novo presidente defende o mesmo, mas embelezando com brilhantismo oratório. Tal como o seu antecessor, Obama defende a guerra preventiva e unilateral quando a segurança do país está em jogo. Tal como Bush, Obama alega que só com violência se pode lutar contra a al-Qaeda. Entre estas estranhas semelhanças, uma diferença: o primeiro é odiado por meio mundo e o outro adulado. Mas o mais estranho nisso tudo é que não só compreendo os dois como também concordo.

Não deixa de ser, no mínimo, paradoxal que um homem use 44 vezes a palavra guerra num discurso em deveria louvar a paz. Mas o mundo não pode continuar a viver na ingenuidade ou no cinismo. Para ganhar a paz é por vezes necessário fazer a guerra. A utopia da paz não passa disso mesmo.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Subestimar o PS Açores a nível local

Muito se fala de Rui Melo e da sua presidência em Vila Franca. No Pico, o nepotismo das figuras do PSD cegou-os de tal forma que nunca se aperceberam que as pessoas sabiam do que se passava. Não se perde eleições só por falta de obras. Perde-se eleições por causa de situações tão indecentes quanto estas.
Pena a liderança do PSD não ter posto um travão nestas situações que acabaram por conduzir-lo à tal derrota histórica.
Subestimar o PS a nível local não se resume só ao facto de haver uma grande promiscuidade entre os PS local e o Governo Regional. É subestimar a inteligência dos açorianos que vêem políticos a meter dinheiro ao bolso desta forma tão nojenta.
Fazer limpeza, Berta; fazer limpeza.

Quanto mais vejo socialistas a preocuparem-se com o PSD, mais me preocupo com o PS. Não estarão essas pessoas a pedir subliminarmente para que o PSD se apresse em acabar com as querelas internas para rapidamente tomar conta do país, porque sabem que a era Sócrates vai acabar da pior forma?

domingo, dezembro 06, 2009

Capa da revista do Diário Insular


Diz o DI que vai relatar a "A história da morte anunciada do comércio tradicional".
Basta olhar para a foto para perceber porquê.

Paraíso Perdido T2C15



Para que servem os livros?


Todos vocês conhecem a resposta. Até aquele aluno que detesta livros consegue escrever uma dissertação de cinco linhas em que, numa atitude tipicamente portuguesa “faz o que digo…”, descreve os benefícios da leitura. No entanto, esta pergunta faz todo o sentido porque vivemos num período da Humanidade bastante complexo no que respeita ao conhecimento: há cada vez mais pessoas com instrução mas com pouca vontade de aprender.

Nos últimos quatro anos, Portugal perdeu uma oportunidade única para redefinir o seu sistema educativo. Os governantes têm apregoado que o mundo é cada vez mais competitivo e que Portugal não pode ficar para trás. O último governo defendeu, e bem, que a educação é fundamental para tornar o país mais competitivo. O mesmo governo acabou por defraudar todas as expectativas, pois os pontos mais discutidos foram a avaliação e o estatuto dos professores, como se o problema da educação fosse isso. Maria de Lurdes Rodrigues, a anterior Ministra da Educação, ficará na história como a pior ministra dos últimos 30 anos. Não digo isso por causa do mal que fez aos professores – pois, sou suspeito -; digo-o por causa das consequências que as suas medidas terão no futuro: a total impossibilidade de debater e de reformar a sério o sistema educativo português. Doravante, qualquer político pensará duas vezes antes de falar sobre o assunto por medo dos sindicatos.



Temos uma juventude que está bastante distante dos estudos. Por causa deste mundo moderno, tecnológico e livre os jovens não conseguem encarar os estudos com seriedade e responsabilidade. Criam-se alternativas curriculares, cursos profissionais, novas oportunidades que a bem dizer não aumentaram o grau de conhecimentos dos alunos, mas engrossaram as estatísticas para inglês ver (literalmente). Com base em estudos internacionais, Portugal continua longe dos primeiros lugares em termos de literacia e conhecimento matemático (para mim, as estatísticas nacionais deixaram de ter credibilidade). O problema não reside na motivação dos alunos para o estudo. O problema tem três vertentes. Por um lado, centra-se na falta de consciencialização dos jovens para a importância dos estudos na sua vida pessoal e profissional. Por outro, o acesso à carreira docente deve obedecer a critérios rigorosos de selecção, permitindo que só os melhores ingressem na carreira. Por fim, é preciso definir os padrões de exigência que se pretende que os jovens alcancem. E esses padrões não devem continuar a cingir-se às competências (subjectivo), mas sim à aquisição de conhecimentos (objectivo). Para desfazer o mito das competências, basta apresentar o exemplo daquela mulher que conduz há anos sem carta e que nunca sofreu nenhum acidente. Ela adquiriu as competências para conduzir. Falta-lhe o conhecimento para passar a prova que lhe confere a licença; e porquê? Porque provavelmente tem graves problemas de literacia. Aqui, muito se joga nos programas escolares. É preciso reformulá-los não quanto aos aspectos didácticos, mas quanto aos conteúdos - a essência da coisa.



A falta de preparação dos alunos já chegou à universidade. Já é banal ouvir-se professores universitários a lamentar o facto de os seus alunos não saberem escrever correctamente, nem expor uma ideia de forma fundamentada e organizada. Muitos alegarão que a democratização do ensino permite que todas as classes sociais tenham as mesmas oportunidades, daí o nivelamento baixar consideravelmente. O cariz ideológico subjacente a esta teoria demonstra o equívoco em que estamos atolados. Primeiro, não é verdade que todos tenham as mesmas oportunidades. O aumento do número de escolas privadas desfaz essa ideia. Segundo, é falso pensar-se que as pessoas com menos recursos têm menos capacidade de aprender do que aquelas mais abastadas. Aliás, a natureza humana ensina-nos que o Homem sempre lutou de todas as formas para atingir o progresso e melhorar a sua qualidade de vida. O Comunismo tentou colocar todos por igual. Resultou no que se sabe. Quem parte em desvantagem, tem de se esforçar mais para conseguir. Quem conseguir tem de ser premiado. Deste modo, não é o sistema que deve nivelar por baixo. O sistema deve criar mecanismos para que todos cheguem aonde é pretendido e sem batota.


Falando, em concreto, da Literatura Portuguesa por ser meu domínio. Quem é o político que tem a coragem de colocar nos programas de Língua Portuguesa uma peça de Molière ou de Shakespeare em vez de autores portugueses de teatro totalmente desinteressantes? Quem é o político que reconhece que José Saramago tem obras bem mais cativantes para alunos do 12º do que o Memorial do Convento? Por que razão se lecciona Os Maias, que nenhum aluno lê por causa das suas 800 páginas, em vez de se preferir uma obra mais pequena mas tão rica e polémica como é O Crime do Padre Amaro? Ao invés, nos programas de Português inclui-se receitas de culinárias e cartas de reclamação.

Actualmente, em Portugal o problema da Educação reside na avaliação dos professores. Parabéns aos políticos por terem dado cabo do nosso país.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Cruzeiros rendem 40 milhões

Na Madeira, o turismo de cruzeiro rende 40 milhões de euros por ano (Funchal).
Em 2005, o estudo concluiu que cada passageiro gastava 70 euros, por dia.
É recomendado ao comércio tradicional para que abra durante o fim-de-semana, quando há maior afluência de turistas na Baixa do Funchal:
"...a abertura dos estabelecimentos comerciais depende exclusivamente do critério e da decisão do senhor comerciante", disse Rubina Leal, vereadora com o pelouro do comércio na Câmara Municipal do Funchal.
Tudo isto aqui.
Há no entanto um grande descontentamento por parte dos comerciantes das lojas com produtos tradicionais e souvenirs, porque as suas vendas não reflectem tamanho optimismo.
Claro que as notícias vindas da Madeira dão vontade de ter um cais de cruzeiro . Mas na Terceira, anda-se a discutir o mau serviço prestado por vários restaurantes da ilha no que respeita o atendimento. Dir-me-ão que se quer pôr a carroça à frente dos bois.